sexta-feira, 21 de julho de 2017

2ª Eco - 8 semanas

Hoje o meu coração sossegou mais um bocadinho. Está tudo bem. Tudo ótimo.

Hoje ouvi o coração do meu embrião pela primeira vez. E que forte que ele bate! Conseguimos ver todas as partes devidamente diferenciadas e o que mais me impressionou foi o cordão umbilical já devidamente a ligar-me ao meu embrião! Embora seja confuso, há vida dentro de mim! Este embrião não tem o meu código genético, mas agora está ligado a mim, e eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para que seja por muito, muito tempo. 

Quanto às perdas a Dra. C. reforçou que o mais provável é serem do colo do utero. Não há absolutamente nada na ecografia que sugira que sejam de outros local. Não há o mínimo sinal de descolamento e o desenvolvimento embrionário é compatível com a 8ª semana. Não poderia estar melhor. Que alívio...

Hoje tivemos alta da IVI. E eu fiquei nostálgica... foram viagens praticamente semanais para lá. Foi lá que tudo se passou e é lá que pretendo voltar (mas só lá para 2019!). Só espero que corra tudo bem até lá... Nunca esquecerei a importância que a Dra. Catarina Godinho teve neste processo. Já li algumas críticas à clinica e a ela que tenho que publicamente discordar. O meu tratamento foi complacente personalizado e individualizado. A Dra. soube dirigir o processo de forma a ter sucesso, adaptando o protocolo após o aconselhamento do exame ERA que no meu caso foi fundamental, já para não falar na disponibilidade para nós, mesmo estando de férias. Não poderia estar-lhe mais agradecida e feliz por nós ter calhado ela quando marcamos consulta na IVI. Ainda hoje estava lá um casal com uns gémeos de 2 anos que apenas passaram lá para cumprimentar a Dra. e mostrarem os bebés... 

Obviamente que eu sei que nada está garantido. Ainda faltam umas semanas para passar o período crítico do primeiro trimestre. Para já vamos manter este milagre para nós os dois. Mas talvez hoje já me permita sonhar um pouco. Talvez passemos a ser uma família feliz de 3 humanos e 1 cão brevemente. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

5 semanas após a transferência

Independentemente do que possa vir a acontecer, chegou a hora de agradecer.

Como já fui partilhando por aqui, estás semanas não estão a ser maravilhosas. Já sabia que se algum dia conseguisse um positivo, iria ser complicado, mas está a ser mais do que imaginei. A verdadeira emoção disto tudo chegou com o positivo. Objetivamente a única coisa que pode ser preocupante são as manchas de sangue que por vezes me acompanham. Sempre as tive, se se tratassem de um aborto talvez ja tivessem sofrido alguma alteração, aumentado, não sei... sei que vivo aterrorizada com isso. A verdade é que mesmo se não as tivesse estava aterrorizada. Foi muito tempo e emoção investidos para chegar onde estou... o medo de perder é imenso. Tudo isto para explicar que, apesar de tudo, estou imensamente agradecida por estar onde estou. Quando vi as duas riscas no teste de gravidez, fiz as pazes com a minha fé. Fé essa que reneguei há muitos anos atras, ainda crianca, quando o diagnóstico de uma doença genética hereditária chegou à minha família. Esta criança terá essa importância para mim... Graças à ciência terei de alguma forma, vencido essa doença. 

Muito mais tenho a agradecer. Mas para já não posso alimentar grandes esperanças. No outro dia ao jantar o meu marido começou a falar de nome daríamos a este embrião... nunca falamos sobre isso antes, mas ele está tão confiante que pensa que já nós podemos dar a esse luxo. Embora tenha partilhado com ele os meus gostos, não estou à vontade para ter esse tipo de conversa. Não ainda...

Vamos ver o que a ecografia de sexta nos reserva. Será no dia que chegaremos à 8ª semana (caso corra tudo bem até lá).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

4 semanas após a transferência

Por cá continuamos na mesma. As perdas continuam. Embora a Dra. C. ter dito que são do colo do útero, mesmo estando tudo muito bem na ecografia, eu não estou descansada. Estou em constante luta entre o racional e o emocional. O racional diz-me que há 6 dias atras fiz uma ecografia onde estava tudo bem, as perdas não aumentaram, houve até dias que estiveram ausentes, a médica disse-me que eram do colo do útero e em nada influenciavam o desenvolvimento embrionário. Sempre tive tendência a sangrar e já me tinham diagnosticado coloco útero friável mesmo antes da saga da infertilidade. O emocional diz-me: sangue e gravidez não combinam. 

É assim vou vivendo nesta angústia. E até estou de férias, muito desejadas e com grandes planos que estão a ser adaptados (e ainda bem!!) dado o meu estado atual de grávida. Acho que posso considerar esse o meu estado. Embora não sabendo se será por muito tempo (nunca se sabe não é verdade?!)

Quanto a sintomas, tirando as mamas que aumentaram de volume e a vontade constante de fazer xixi, não há nada a registar. Houve uns dias que a indisposição tomou conta de mim, mas já há muitos dias que me tenho sentido bem, normal. No próximo dia 21 é dia de ecografia... só espero que corra tudo bem até lá. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

1ª Eco - 5 semanas e 5 dias

Para já posso dizer que está tudo bem. 

Quanto às perdas a Dra. C. confirmou as nossas suspeitas, são do colo do útero. Em nada interferem com o desenvolvimento embrionário. Eu sempre tive o colo do útero friável, agora que está super irrigado lá vai sangrando de vez em quando. Não é motivo para preocupação. Claro que fiquei mais sossegada, embora preferisse que elas não existissem. Mas claro que estou mais descansada. 

Agora o que realmente interessa, o saco estava lá grande e forte segundo a Dr. C. Já se começa a ver a vesícula vetelina e já vimos um pontinho a piscar. Tudo normal para esta fase da gestação. Que alívio. 

Acho que agora vou poder respirar um bocadinho e aproveitar esta boa nova. Dia 21 temos a última ecografia com a Dra. C. Esta ecografia já não precisava de ser feita na IVI mas como vamos estar de férias min Algrave, tanto faz vir para cima sexta ou sábado ou domingo e optamos por vir na sexta e fazer a eco lá com a minha querida Dra. C. Agora acho que chegou a hora de arranjar um obstetra no Porto para fazer o acompanaento... alguma sugestão? 

Hoje é um dia feliz! 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

3 semanas após a transferência

Este semana tem sido um turbilhão de emoções, e ainda pode piorar bastante na consulta de amanhã.

Não fossem as manchas rosadas que continuam por cá, chegando a ser mais intensas que nos primeiros dias, e acho que teria sido uma semana feliz. Já tive momentos de pânico, que me apeteceu ir a uma urgência. Mas não fui...resolvemos esperar por a consulta com a Dra. C. Pouco adiantaria ir a uma urgência, nesta fase. Evidentemente que se fosse uma hemorragia acompanhada de dores e com sangue vermelho vivo, iria. Mas assim... fico perdida sem saber o que fazer. Na verdade nunca passou de manchas no papel higiénico, embora às vezes sejam bem marcadas O meu marido continua a achar que vai correr bem. 

Basicamente estou perdida neste momento. Quero muito, muito mesmo que corra bem. Dou por mim a pedir a Deus (eu que já não acreditava nele) para que este embrião não desista de mim. Quando a medicina pouco pode fazer por nós, só nos resta o transcendente. Só queria adormecer e acordar quando me garantissem que ia correr tudo bem. Infelizmente isso não irá acontecer.

sábado, 1 de julho de 2017

Não sei muito bem que título dar a este post

Queria escrever qualquer coisa, mas não sei muito bem que título dar a este post.

Por cá continuamos na mesma, ou melhor, ligeiramente na mesma. Segundo a aplicação que instalei (e que sinto que não devia ter instalado dado o estado muito inicial desta gestação) hoje inicia-se a 5ª semana. Não sabia, mas quando se sabe do positivo ganhamos logo mais duas semanas para somar à data da transferência. O que foi convencionado para todas as gestação (incluindo as resultantes de PMA) é que a data inicial da gestação é a data da última menstruação. Daí iniciar-se hoje a 5ª semana. 

Quanto a sintomas, tenho a juntar ao que já referi antes, a indisposição. É uma coisa estranha porque, não tenho vontade nenhuma de comer, mas sinto que o meu estômago pede comida com frequência. Não sei explicar muito bem. Mas hoje bateu forte está indisposição... nem me falem em comida! As manchinhas rosadas no papel higiénico ora estão presentes, ora não. Não considero sequer corrimento porque só aparecem mesmo no papel higiénico. Já me preocuparam mais, mas continuam a incomodar-me.  

Hoje faz uma semana que vi pela primeira vez as duas risquinhas no teste de gravidez. E que dia feliz que foi... mas disfrutar desta boa nova, não consigo. Tenho demasiado medo do que o futuro me reserva. Tem alturas que até acho que está tudo bem, que vai correr tudo bem. Mas tem outras... De uma maneira geral até tenho conseguido manter-me positiva. Tento fazer o que posso... não faço esforços, bebo muita água, e basicamente é isso. O que tiver que acontecer, acontecerá. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

2 semanas após transferência

Sei bem, bem demais, que as coisas más não acontecem só aos outros. E por isso é que não consigo disfrutar disto. Desde que sei o resultado do beta que estou cheia de medo. Tenho demasiado medo que não corra bem e tenha que passar por um aborto... é só este azar que me falta no rol. 

Eu sempre soube que se um dia conseguisse um positivo ia ficar ansiosa. Mas não pensei que fosse tanto. Isso e o papel sair rosado, várias vezes, quando vou à casa de banho deixam-me muito preocupada. Por mais que o meu marido diga que é normal (andou a informar-se) e diz que o mais provável é ser o meu útero a adaptar-se a todas as alterações que está a viver, eu não consigo estar confiante.  

A Dra. C. ficou muito, muito satisfeita com o resultado da analise. Não mandou repetir a análise e marcou eco para o próximo dia 6/7. Será que o meu coração vai acalmar depois da eco?  Será que não vai acontecer nada de mal até lá? Já pensei em repetir o beta, mas o meu marido não concorda... diz para eu confiar na Dra. C. Nas gravidezes normais só se faz um teste de gravidez e aguarda-se uma eco. O meu problema é que não é uma gravidez normal... não sei se algum dia será.

Quanto a sintomas, para mais tarde recordar já que este blog tem acompanhado toda a minha historia em busca de um filho, são os seguintes:
- Sede. Muita sede. Estou sempre com a boca seca. Penso que é o meu corpo a pedir-me que o hidrate. Como tal bebo muita mais água o que ela a...
- Constante vontade de fazer xixi. Pelo menos de hora em hora.
- Falta de apetite. Pode muito bem ser da ansiedade.. Já perdi 1 kg.
- O tal malfafado papel rosinha que me atormenta.

Gostava de estar feliz. Ou melhor, eu estou feliz. Muito feliz. Dou por mim a sorrir feita palerma. Mas estou com tanto medo que não consigo disfrutar. Ainda é tudo muito novo. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

TEC 2 - resultado beta HCG

E o nosso número da sorte foi: 616.

Neste capítulo é tudo novo para nós, não sei muito bem o que significa além de que é positivo, e está dentro dos valores que o laboratório considera para 2-3 semana. Vou aguardar o telefonema da Dra. Catarina para ver o que ela diz.

Estou muito feliz!! Mas com um medo enorme que não me deixa tirar proveito desta enorme conquista na minha vida. Quero tanto acreditar que vai correu bem!! Mas para já não consigo...

domingo, 25 de junho de 2017

TEC 2 - D11

Este post é provavelmente o post com mais emoção que aqui escrevo. Escrevo este post com 2 testes de gravidez com resultado positivo. Um da marca Wells realizado ontem ao final do dia, e um Clearblue digital feito com a primeira urina hoje de manhã. As ricas apareceram logo, e o ClearBlue deu o resultado 2-3 semanas.

Tenho consciência que nada está garantido neste momento. Tanta coisa pode acontecer, além de uma enorme alegria sinto um medo muito grande. Amanhã o resultado da análise já nos trará mais dados. 

Aconteça o que acontecer já foi uma enorme vitória esta TEC. Mostrou-nos que é possível. Mesmo que não evolua, é possível!

sábado, 24 de junho de 2017

TEC 2 - D9

Já vamos a meio do D10 e até agora sem presença de Mr. Red. E isso, só por isso, já é uma grande  vitoria  para mim. Uma grande esperança. Sinto-me... menos ave rara. Tal como já referi no blog só desta vez, só agora, fiz uma transferência em que tinha as tais 50% de probabilidade de engravidar. A menstruar no D7 após transferência não daria sequer hipótese a nenhum embrião. Desta vez, transferindo um dia antes, quando há receptividade do meu endometrio, e com a administração intramuscular da progesterona, conseguimos chegar ao D10. Conseguimos fazer a análise sanguínea no dia suposto. 

Ontem, embora no início da manhã, estivesse convencida que o Mr. Red viria, devido às ligeiras dores menstruaias que ainda continuo na dúvida se as sinto se são psicossomáticas e às manchinhas de sangue muito rosadinho que por vezes apareciam quando ia à casa de banho, a verdade é que desde o meio dia de ontem que elas pararam. Não aumentaram e neste momento estão ausentes. 

É evidente que neste momento alimento alguma esperança. Decidi que vou fazer um teste de farmácia ainda hoje ou amanhã. Ainda não o comprei e ando aqui a ganhar coragem para o fazer. Só vou fazer porque infelizmente se for negativo, não é por conhecer o resultado que ele se irá alterar. Basicamente não perco nada. Mas que estou cheia de medo de o fazer estou. Só o pensar que poderá dar positivo já é novidade para mim.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

TEC 2 - D8

O D8 passou-se sem a visita de Mr. Red. Estaria tudo bem se não continuasse a mandar os seus sinais. Tenho a certeza que ainda hoje serei "brindada" com sua presença (as manchinhas rosadas por vezes quando vou à casa de banho mantém-se e têm aumentado de frequência). Está a custar-lhe a vencer a carga de progesterona, mas o malvado irá vencer.

Nesta TEC já ganhamos 2 dias em relação à anterior. Mesmo que venha hoje, no D9, já não me parece tão absurdo como o que tem sido hábito, no D7. Sempre dá oportunidade do embrião implantar. Hoje é o 14º dia de fase lutea (conto a partir do início da aplicação de progesterona, não sei se está correto), não me parece totalmente absurdo que venha hoje. 

Quanto a mim, acho que estou resignada com a situação, embora às vezes me sinta a enlouquecer. Quando acordo a única coisa que penso é que não quero viver este dia, quero acordar nem sei bem quando... das outras vezes o Red vem sem dó nem piaedade, sem duvida nenhuma. Desta vez está determinado em levar-me à loucura enquanto o aguardo. Desta vez não sinto uma tristeza tão grande como na TEC anterior... digamos que me sinto menos "ave rara" por ter aguentado até ao D9. Dá-me até alguma esperança que algum dos 5 embriões me possa conceder o pervilegio de ser sua mãe. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

TEC 2 - D7

Não posso dizer que o vilão desta história, Mr. Red, já tenha chegado. Prevejo a sua chegada para amanhã. 12 dias de fase lutea... bem bom para o meu histórial! (Só que não!!) Na verdade acho que só ultrapassei o D7 porque a TEC foi feita um dia antes, logo amanhã é que é o dia que costuma vir. Ele tem dado os seus sinais... ligeiras manchas de sangue rosado quando vou à casa de banho, nem todas as vezes. A heroína desta curta história, a progesterona intramuscular, está a adiar a vinda do Sr. Vilão. Está a dar-lhe luta. A ele a mim, que já tenho o rabo que nem posso.

Quanto a mim, tirando dor nas duas nádegas, só umas cólicas pre-menstruais que por vezes nem sei se existem se são da minha cabeça. Neste ciclo nunca senti a tensão mamaria tão característica da progesterona. Tirando isso aguardo a chegada do Red, para poder encerrar este capítulo mais uma vez e começar a pensar nas férias que se avizinham. Novamente a dois + 1 (o cão). 

Também será bom voltar a ir à casa de banho descansanda! Acho que estou a enlouquecer sempre a ver se será "a" vez em que o Red se anuncia de verdade. Cada vez que tenho que ir à casa de banho é um tormento. Acho que estou a fritar a pipoca literalmente. Ninguém disse que ia ser fácil... ninguém disse.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O mesmo filme

D6 - O mesmo gião e o mesmo protagonista.

Hoje após umas cólicas menstruais, lá começou o corrimento rosado. Aposto que amanhã o protagonista vilão, Mr. Red estará aí em grande força. 

De tão hilariante que isto é não sei se ria não sei se chore. 

Por incrível que pareça não sinto aquela tristeza profunda das vezes anteriores. Talvez seja o hábito. Ou o cansaço de tudo isto. Só não sei como irei comparecer a uma festa que tenho esta noite e como vou dar mais uma injeção intramuscular em vão... sei que o meu marido não vai querer parar já, eu por mim encerrava já este assunto de uma vez.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pensamentos soltos

Hoje cumprir-se-à o 5º dia após a TEC e hoje começa a minha ansiedade. Se correr como o que tem sido habito entre hoje e amanhã se iniciará a chegada da menstruação, que vira oficialmente ao D7. A minha espera pelo beta costuma ser mais curta que o o habitual.

Neste momento gostaria de pensar que o embrião está a implantar, mas só consigo pensar que já se perdeu pelo meu miserável endometrio. Sintomas não existem, não fossem os meus medos e neste momento nem me lembrava que tinha feito uma transferência. Nem o irritante projefikk para me lembrar, até tem vantagens a progesterona intramuscular, uma pica de 2 em 2 dias e libramo-nos dos irritantes ovos de  progesterona.

Tenho pensado nos próximos passos após está Tec (eu funciono assim, tenho que pensar em todos os cenários para me preparar para eles, embora já tenha percebido que não custa menos por já estar preparada), e tenho sentido uma sensação de irrealidade. Será a 4ª transferência de embriões... já soa ridículo passar por tudo novamente. 

sábado, 17 de junho de 2017

Repouso após TEC

Este provavelmente é um dos temas que nos faz refletir mais neste processo. Na minha opinião quando se faz uma transferência após estimulação, o descanso após a transferencia dá imenso jeito porque após a punção é sempre uma altura de alguma debilidade física. Numa TEC, a debilidade física é menor, logo o nosso organismo não pede repouso, cabe-nos a nós decidir. Eu sinceramente acho que essa questão é um mero pormenor. O que decide a implantação ou não é a qualidade do embrião e do endometrio. Mas também me martirizo algumas vezes por dia quanto ao se devo ou não fazer isto ou aquilo. Queremos tanto que corra bem que é impossível ficar indiferente. 

Assim sendo, eu faço a minha vida praticamente normal:
-  trabalho, não trabalho sempre no mesmo local, algumas vezes vou trabalhar a pé, outras tenho que fazer 50km de carro em cada viagem. Obviamente que se fosse um trabalho de esforço físico seria diferente. 
- cozinho e trato da casa. Coisas mais pesadas como passar a ferro ficam adiadas. A limpeza do chão e da casa de banho está a cargo da empregada o ano todo por isso em nada altera a minha rotina. 
- se tiver algum jantar, convívio ou o que for, não deixo de ir

A única coisa que deixo de fazer, e acreditem me custa horrores, é passear o meu cão. Ele tem 10 meses e é um cão de porte médio, está na flor da idade e ainda não tem um comportamento exemplar a andar de trela, logo tenho noção que é um risco. Também não vou ao ioga. Mas como a minha experiência após transferências é curta (nunca preciso de esperar pelo beta), consigo viver bem com esses dias de espera do ponto de vista que limita a minha vida. 

Na Clinica AB aconselham a repouso moderado nos primeiros 5 dias (principalmente nos primeiros 3) depois vida norma. Na IVI aconselham vida normal logo a seguir à transferência. Não sei qual será a fórmula mágica. Por um lado temos que nos proteger de culpas e pesos na consciência (já chega tudo o resto que passamos) mas por outro lado não queremos deixar de viver a vida que há para além da infertilidade. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Transferir 1 ou 2?

A minha querida Mia perguntou-me se tinha transferido 1 ou 2 embriões e eu já lhe respondi ao comentário, mas de qualquer maneira resolvi fazer este post sobre isso também.

Tal como na primeira TEC, transferi apenas 1. Não é que a gravidez gemelar me assuste mais que uma gravidez normal, embora reconheça que os risos são mais elevados. Mas eu até gostava de ter gémeos. Enchem uma casa e uma família. Mas a resposta porque não transferi 2 é simples: não confio no meu endometrio. Se desta vez não correr bem, podemos sempre mudar alguma cosia na próxima para otimizar o processo. Ou então não... mas pelo menos não fico a pensa que lá se foram 2 embriões. 

A Dra. C. aconselhou-nos, categoricamente, a transferir só 1 por dois motivos:
- o risco elevado de gravidez gemelar (e aí eu ri-me imenso internamente, nem 1 quanto mais 2! tinha piada)
- transferindo 2, a probabilidade de implantar pelos menos 1 é apenas ligeiramente superior à de transferir só 1. Além disso é praticamente igual a fazer duas transferências independentes (sendo neste caso superior), e caso dê negativo podemos transferir no ciclo seguinte. Isto das probabilidades vale o que vale como é óbvio.

Gostava mesmo muito de tão cedo não fazer mais nenhum TEC. Queria mesmo muito acreditar que vai ser desta, mas o medo paralisante está novamente de volta. Grande parte do tempo esqueço-me do que possa estar a acontecer no meu incompetente endometrio, mas quando me lembro fico cheia de medo de voltar a passar pelo mesmo, Mr. Red dar as caras no D7, ou desta vez no D8. Gostava de pelo menos chegar ao dia da análise... Quanto a sintomas, digamos que de vez em quando sinto umas ligeiras moinhas no útero, acentuada vontade de fazer xixi (que se deve à maior quantidade de água que bebo) e a tensão mamária tão característica da progesterona. Ou seja, nada de novo. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

2ª TEC - transferência feita

Antes de mais gostaria de agradecer a todas as meninas que pensaram em mim ontem e hoje e me mandaram energia positiva. Muito obrigada mesmo... vocês "aliviam" esta caminhada por vezes tão difícil e dura.

Esta transferência correu bem melhor que as anteriores. Primeiro porque não se perdeu nenhum embrião na descongelação (iupiii), ainda ficaram 5 embriões na IVI, e parecendo que não isso é muita coisa. Segundo, porque vai-se aprendendo com a experiência. Deste vez controlei muito melhor a minha bexiga, não estava tão cheia mas estava cheia o suficiente e eu indiscutivelmente mais sossegada e relaxada. Já aqui disse que não acho as transferências nada agradáveis, mas esta não me custou grande coisa confesso. Após a transferência feita consegui ficar deitada 30min a relaxar e a receber miminho do meu marido. Tão bom!

Estava tudo a correr espetacular até adquirirmos a progesterona intramuscular para os próximos dias e o meu marido aperceber-se que cada ampola tinha o dobro da dose daquela que andava a administrar e aí o meu estado zen passou a pânico. As ampolas que estávamos a administrar adquirimos na IVI de Vigo. Claro que o homem, que não se assusta com pouco, lá foi-se informar com a enfeimeira que lhe disse que não tinha mal nenhum. Em Espanha continuam a usar progesterona com fabrico próprio porque é permitido, em Portugal tinham eles que adquirira a corrente que é uma dose superior, mas a dosagem espanhola chega perfeitamente. De qualquer maneira a partir de hoje estou a usar a portuguesa que a pica custa muito, mas muito menos a administrar. 

A restante tarde foi passada com quarto do hotel a ver House of Cards e no final do dia fomos jantar a um restaurante espetacular no Parque das Nações. Foi a melhor comemoração possível dos 3 anos de casamento. Neste momento, acho que a grande maioria do tempo me esqueço que fiz uma transferência há algumas horas. Hoje é um dia de celebração. Conseguimos fazer uma transferência e pela aniversário de casamento. Amanhã já não sei se o medo tomará conta de mim. 

Diria que dia 26 saberemos o resultado, mas dado que comigo não funciona assim... aguardemos o maldigo Red chegar, ou um resultado positivo na análise. (Será que eu também terei direito a esperar pelo Beta para saber o resultado? Ou melhor ainda que também terei direito a um resultado positivo? Por vezes tenho tantas dúvidas disso...)

terça-feira, 13 de junho de 2017

State on mind

Seja positiva, paciente e persistente! Sempre! :)

A espera por esta TEC tem sido bem mais calma que a anterior. Não sei se será do habito, se será da ausência de hemorragias de escape ao longo do ciclo, se será do bom tempo, de que será. Mas sei que, só agora começou a "bater aquela ansiedade". Também no trabalho foi mais pacífico. Não foi propriamente pacífico por ser uma altura crítica de férias, mas a minha prioridade é este tratamento, a partir daí tudo o resto paciência. Amanhã não vou trabalhar. Vamos de manhã cedo para Lisboa e ficamos lá para quinta feira. Sem stress... Sexta volto ao trabalho e sábado vamos passar o fim de semana fora para festejar o aniversário de casamento. Já estava marcado à muito tempo. Tentamos não viver demasiado em função dos tratamentos, mas às vezes (quase sempre) somos apanhados pelo caminho. Irei ter uma vida mais calma que na TEC anterior, mas como podem ver sem grande repouso. Acho mesmo que não é por estar imóvel na cama ou no sofá que o desfecho desta TEC será positivo. Quando se tem que fazer 350km de regresso a casa, pensamos logo que o repouso absoluto na cama não será para nós de certeza. No fundo, acho que só nesta TEC, com a questão do dia que é realizada a transferência corrigido, só agora parto com os tais 55/60% de probabilidade de correr bem. Só agora estou em pé de igualdade com as restantes mulheres.

Gostava de ter a certeza que o meu endometrio reúne as condições ideias para a implantação, gostava que fosse daquelas que na última eco está a 10mm. Mas não é... que posso eu fazer? Posso tentar manter-me positiva e acreditar que amanhã será um bom dia. Não é todos os dias que festejamos o dia mais feliz das nossas vidas. Já são 3 anos... e cada dia mais cúmplices e mais apaixonados. Mesmo com esta treta da infertilidade, e dos genes, e das porcarias todas que a vida nos tem presenteado, o meu maior presente é o meu amor querido. Por isso amanhã será um dia feliz.

Só espero que não se perca nenhum embrião na descongelação.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tec agendada

O plano das festas será: pregnyl amanhã às 21h e dia 10  à noite progesterona intramuscular. Desta vez, ao contrário de no ciclo do ERA e da TEC anterior, irei fazer apenas 4 dias de progesterona. A transferência será no dia 14 ao início da tarde... MEDO!! Não quero dar demasiada importância a datas, mas transferir 1 ano depois de iniciar o primeira tratamento e no dia do nosso aniversário de casamento, pode ser um bom presságio. Se não for só me restará aceitar e ser resiliente.

Vamos ver no que isto vai dar... pelo que vou lendo por aqui o meu endometrio é bastante manhoso. Nunca irá passar disto. Mas desta vez vou tentar manter-me positiva... pode ser que seja desta. Nunca se sabe.

2ª TEC - 2ª Eco

Se contar a alguém que antes de entrar no trabalho (o meu horário de entrada é às 10h), já fui e vim a Vigo (ainda bem que lá é +1h, facilita em tudo este processo) fazer uma ecografia, acho que a maioria dos meus colegas não acreditava. Pelo caminho reflecti que há vidas mesmo fáceis... e depois há a minha. 

A médica foi muito atenciosa, já tinha informação que iríamos lá e estava a par de tudo. A clínica não tem aquele aparato todo que a IVI Lisboa, mas é incrível como até a imagem da clínica é semelhante. Mas vamos ao que realmente interessa. Hoje tínhamos o endométrio a 6,7 e o folículo dominante a 16 e outro a 14. Ambos no ovário esquerdo. O mesmo que ovulou o ciclo passado... parece-me que as ovulações alternadas são mais na teoria que na prática. Mas isto como são ciclos sempre alterados, nem que seja pelo Pregnyl, pode ser por isso. Quanto ao meu querido endometrio,  não é lá grande coisa, mas está a crescer. Nunca terei aqueles endometrios fantásticos e maravilhosos de 10, mas talvez ainda chegue aos 7 neste ciclo. A informação já seguiu para a Dra. C. que não estará na clínica hoje e amanhã, mas pediu para mandar-lhe a informação por mail que depois entrará em contacto comigo para dar indicações. E assim me encontro... há espera que a Dra. C. diga alguma coisa... se é para esperar mais dias, se é para cancelar. A previsão da Dra. era a TEC ser no dia 14 (dia do meu aniversário de casamento!!) mas se atrasar um dia passará para dia 15 que é feriado... não me parece que façam transferências aos feriados. Enfim... só me resta aguardar. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cenas de mulheres inférteis III

Desta vez vamos falar de "cenas" práticas, como quanto custa fazer um filho recorrendo a técnicas de PMA.

Por um lado temos os hospitais públicos. Têm excelentes profissionais, médicos competentes e experientes, mas certamente com algumas restrições orçamentais e de agenda. Certamente que não fazem mais pelos doentes porque não podem. Obviamente que haverá excepções e que falo sem conhecimento de causa porque nunca passei por lá. Como contribuintes que somos, e vivendo num Estado Social como vivemos, temos todos direito de recorrer aos centros públicos de PMA. No nosso caso não recorremos por dois motivos: a falta de privacidade e, mais importante que isso, o tempo de espera por um tratamento. Está praticamente a fazer 1 ano desde que iniciamos o primeiro tratamento, continuamos sem filho, mas já passamos por tanto... percorremos um longo caminho. Num hospital público, além de ainda estar à espera do primeiro tratamento, nunca teríamos um filho. Esta seria a realidade. Não sei se mesmo com todos os recursos e técnicas evoluídas como a ovodoação teremos um final diferente, mas, felizmente, pudemos contornar a situação. No Hospital Público, nomeadamente o Hospital de São João que é o único onde se realiza DGPI em Portugal, seriam precisas as duas tentativas de DGPI para descobrir os meus problemas na fase lutea curta e não teríamos direito a mais nenhum tratamento. Essa é a triste realidade. Agradeço todos os dias ter recursos financeiros para percorrer este caminho de forma diferente. 

Por outro lado temos as clínicas privadas, com atendimento muito mais personalizado, confidencial, sem tempos de espera, mas onde tudo é pago a preço de ouro. Sinceramente já perdi a conta ao dinheiro que já investimos para ter um filho. Não me arrependo de nenhum cêntimo gasto, mas é inevitável não fazer as contas. E eu até sou muito má com contas. Depois desta TEC (aconteça ela quando acontecer) andará muito próximo dos 10000€ só na IVI, nem sei quanto já gastamos no Porto. Nunca irei pensar que não valeu a pena o investimento, mesmo que nunca venha a ser mãe. Se esse for o triste desígnio ficaremos de consciência tranquila que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Constatação

E agora ao final do dia... depois de me aperceber que um endometrio de 4,5 nunca irá se pôr jeitoso para a transferência, volto a perceber que está coisa da gravidez nunca será para mim. E é uma pena porque eu acho que até teria jeito... o meu cão será o único alvo do meu afecto maternal para o resto da vida. É triste mas talvez seja a realidade. Cada vez sinto mais vontade de desistir de tudo isto... secalhar não sou tão forte como pensei que era. Talvez deva começar a pensar em dar outro sentido à minha vida... 

Existem os casos simples e fáceis - 2ª TEC - 1ª eco

Depois existe o meu.

Hoje é o 11º dia do ciclo. E ainda temos o endometrio e o foliculo pequenos.

Quinta temos novo controle ecográfico. Terei o prazer de conhecer a IVI de Vigo. (Diga-se de passagem que fica bem mais perto que Lisboa!!). Ora eu que sou péssima a ablar com nostros hermanos, mas lá terá que ser. Poderia fazer a ecografia em qualquer centro desde que obtivesse o relatório no próprio dia para enviar à Dra. C. para ela decidir se seguimos para a TEC ou cancelamos o ciclo, mas se o manhoso do endometrio estiver bem tenho que adquirir a progesterona intramuscular e terá que ser na IVI, parece que aquilo não está à venda nas farmácias. Mais uma voltinha, mais uma viagem. Desta vez até Vigo (em vão me parece!)

A Dra. C. está otimista que isto vai evoluir, até já nos deu os papéis para a TEC. O endometrio só tem 4,5 mas o folículo está bastante pequeno ainda. Nos dois último ciclos cresceu bem. Diz ela que hoje foi um mau timing. Ora eu, que não ando nisto há 2 dois, digo que este ciclo já era. Eu sei que no ciclo anterior a ecografia foi feita no 12º dia e às 20h da noite, este foi feito no 11º e às 9h da manhã... há alguma margem. Se considermos o 1º dia de sangue mais abundante até consideramos este o 10º dia, mas caramba... tinha que ser tudo tão difícil aqui para os meus lados?! Até o meu marido diz que é melhor estarmos preparados para o pior na quinta. Ele que é um otimista por natureza já se está a habituar à nossa triste sina. E que assim seja. Não posso fazer nada para o endometrio crescer é preferível aprender a conviver com isso. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Estava aqui em pensar...

No quanto é mais fácil pensar que vai correr tudo mal, do que pensar que vai correr bem.

Neste momento, estou a convencer-me que tenho quistos no ovário esquerdo, ou que devo ter mesmo qualquer problema no útero. Já tenho praticamente a certeza que vou ter que fazer uma histeroscopia e um algum grande tratamento antes da próxima TEC. A próxima a seguir a esta que será negativa novamente. Mas porque raio penso eu estas coisas?! Não podia simplesmente limitar-me à minha ignorância no assunto e limitar-me a esperar pela ecografia de terça feira. A isto chama-se sofrer por antecipação, um dos inimigos da inteligência emocional. Se eu sei isto tudo, porquê que continuo a traçar um plano de vida na minha cabeça, como se eu fosse uma espécie de visionária? Será medo? Será o querer preparar-me para o pior, pensado que o pior será mais fácil por eu estar preparada, quando a experiência me tem mostrado que é (muito) mau na mesma? Infelizmente muitas vezes estou certa quanto ao meu futuro. Tem outras que a vida me surpreende agradavelmente, embora as vezes que estou certa serem maiores que as que sou surpreendida. 

Mas caramba... eu podia relaxar mais, deixar a vida rolar, quer tenha quistos ou problemas no útero, eu não posso fazer nada para mudar isso, porque raio estou preocupada com isso agora? E o pior é que penso cada vez mais nestas coisas todas... acho que estou a "fritar a pipoca". Ou então a precisar de uma pausa de infertilidade. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Meu querido junho

Hoje começa um novo mês que, se tudo correr bem, será marcado por uma nova transferência. Sempre adorei o mês de Junho, é a minha altura preferida do ano... vamos a ver se nao me trará mais uma desilusão.

Se tudo correr bem, que nestas coisas nunca se sabe, este mês iremos fazer a terceira transferência (já começa a assustar este número!). Não posso negar que tenho alguma esperança neste tratamento. Mas não consigo deixar de pensar que vai acontecer a mesma coisa que as anteriores e esses pensamentos inquietam-me mais do que gostaria. Tenho um medo quase paralisante... por vezes sinto-me tentada em adiar está TEC só pelo medo que corra da mesma forma que a anterior. Além de não me trazer o tão desejado filho, ainda me faz sentir a pessoa mais anormal na face da terra. Mas por incrível que pareça sinto-me mais calma que na transferência anterior.

Neste momento irei fazer uma transferência com uma alteração (enorme) de protocolo. Quer dizer, a única alteração é o dia que será feita a transferência, mas isso é uma diferença significativa. Neste momento estou na primeira fase do ciclo, sem qualquer fármaco, supostamente o endometrio está a crescer naturalmente. Obviamente que só terei a certeza na próxima terça quando for fazer a ecografia. Digamos que não confio 100% (nem 50, quanto mais 100%) no meu endometrio.

A ideia de uma vida sem filhos, continua a não me assustar como já assustou. Obviamente que ainda me restam algumas opções e não sei se não será por isso. Como já disse, vou literalmente dar o corpo (e a mente) às balas enquanto tiver embriões e quero mesmo muito ter um filho com o meu marido. Sei que a nossa vida irá ser indiscutivelmente mais feliz, mas se não for possível terei que aceitar isso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

ERA report

Felizmente já sei o resultado da biópsia. Foi bem mais rápido que os 10 dias e ainda bem. Digo felizmente porque finalmente temos resposta para algumas situações.

O resultado do exame foi "endométrio pós recetivo". E este resultado foi o melhor resultado que poderia dar do ponto de vista de compreender a situação. Significa que estamos a fazer a transferência mais tarde do que seria suposto, logo o embrião tem poucas hipóteses de implantar. Provavelmente tenho realmente uma fase lútea menor que 14 dias, e isso a progesterona intermuscular poderá ajudar ou não, mas transferindo um dia antes sempre damos mais hipótese ao embrião de implantar... Uma coisa é certa, tenho a janela de implantação deslocada relativamente ao padronizado. Eu disse que era uma ave rara. Ainda bem que existem estes exames cada vez mais específicos para quem sai fora do padrão como eu.

A Dra. C. acha que podemos avançar já para uma nova transferência. Faria sentido fazer uma histeroscopia se o resultado do exame viesse normal. Uma vez que um endometrio pós recetivo justifica a não implantação e é coerente com uma fase lútea menor, podemos com segurança fazer a TEC. Se não correr bem, fazemos o estudo a eventuais problemas no útero (mas isso sou eu a supor). Assim sendo, desta vez vamos fazer a transferência um dia antes do habitual, e agora é rezar para que o endometrio esteja a crescer bem e não pregue nenhuma surpresa quando for fazer a avaliação na próxima semana.

Fiquei contente com o resultado do exame. Deu-me uma nova esperança. Arrisco dizer que farei esta TEC com mais esperança que a anterior. Estão justificadas algumas questões. Digo isto agora, daqui a alguns dias não sei. Mas nesta história da infertilidade em que os momentos maus são incomparavelmente maiores que os bons, tenho que me permitir a estar feliz hoje. Amanhã logo se vê.

  

sábado, 27 de maio de 2017

Tempos de mudança

Ontem fui presenteada com o Mr. Red. Um ciclo de 22 dias, é uma fase lutea de 10. O meu marido acredita que foi normal, tomei progesterona intramuscular durante 6 dias, quando parei evidentemente o meu copo sentiu falta dela. Para mim não há explicação possível. Segunda vou ligar para a Dra. C. a contar o ocorrido e vou sentir-me novamente uma ave rara. E entrei em desespero... não saber o que se anda a passar comigo anda a consumir-me... pela primeira vez sinto-me a perder a esperança é entrei em desespero.

Depois de uma longa conversa com o meu marido senti-me em paz. Pela primeira vez senti uma certa paz em visualizar o nosso futuro sem filhos. Essa ideia já não me assustou, e cada vez faz mais sentido para mim, para a minha situação. Acho que pela primeira vez acreditei verdadeiramente no meu marido quando diz que não será o fim do mundo se não tiver filhos, e que só quer aproveitar os melhores anos da nossa vida comigo. Os filhos seriam um ótimo acréscimo, mas se não acontecer paciência. E ele é também a minha prioridade, o meu amor maior. Secalhar conseguimos mesmo viver uma vida feliz sem filhos, é uma questão de encerrar este assunto e seguir em frente. Evidentemente estamos num ponto que não podemos desistir. Temos 6 embriões congelados... e até acabarem vamos lutar por eles, mas depois acabou. E até lá só espero aprender de uma vez a viver com a ansiedade e a incerteza. Não tenho outra alternativa. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Resumo de 1 ano de infertilidade

Já passou 1 ano desde a primeira consulta de infertilidade propriamente dita. Verdadeiramente foi no início de 2016 que começou a nossa luta por um filho saudável. Mas a primeira consulta de ginecologia especificamente foi no início de maio e a primeira pica da primeira estimulação foi dia 15 de junho (1 dia depois do 2º aniversário de casamento). Desde aí até então já passamos por tanto... 

Há 1 ano atrás, do ponto de vista da infertilidade, era um caso simples de resolver. Era só arranjar um embrião viável no DGPI e o resto estava feito. Afinal nenhum de nós tinha problema reprodutivos. Aliás  os exames hormonais e anti-mullerianos previam uma estimulação fácil, tudo maravilha portanto. Hoje já passamos por dois tratamentos com DGPI, o nosso plano inicial, uma primeira estimulação que começou mal, mas chegamos ao fim com 4 embriões autopsiados mas todos mutados. Uma estimulação sem transferência e um grande choque emocional. O primeiro...Um grande azar. Obviamente tínhamos que seguir o plano novamente. A 2ª estimulação correu bem melhor, um resultado bastante melhor embora com doses muito grandes de hormonas, onde foram biopsados 6 embriões e 2 não tinham mutação e foram transferidos. Até aqui tudo bem... o pior foi ter menstruado ao 7º dia após a transferência. Entre as duas estimulações ainda apareceu um quisto folicular no ovário esquerdo que me enervou à brava e me fez esperar 3 meses para fazer um novo tratamento. Depois de 2 tratamentos falhados, o tempo a passar, claramente com estimulações difíceis, resolvemos mudar de estratégia. Otimizar o processo e recorrer a ovodoação. A verdade é que a idade vai avançando, eu tenho claramente o tempo contra mim, não posso andar nisto até muito mais tempo por uma questão de saúde. E a verdade é que, aparentemente temos a questão dos embriões resolvidos. Temos 6 bons embriões à espera que estejam reunidas as condições ideias para se implantarem. Já fizemos uma TEC com esses embriões onde menstruei precisamente ao 7ºdia como na 1º transferência... e agora já não pudemos culpar o acaso. Temos sim, que perceber o problema e tentar resolver. Tem dias que penso que não terá solução... secalhar é porque não tem que ser. Já começam a ser demasiados obstáculos... mas no meu íntimo ainda não desisti de dar um filho ao meu marido. Marido esse que me diz que se não tiver filhos certamente não será o fim do mundo... Já eu, quando me disserem que acabou a esperança, não sei se não será o "meu fim do mundo".

Tudo isto para refletir que o último ano não foi fácil. Foram algumas viagens que deixaram de ser feitas por dar sempre prioridade aos tratamentos. O trabalho passou a ser a menor das minhas preocupações. Afastei-me de muitos amigos pois não consigo conviver com grávidas, bebés e vidas perfeitas (shame on me), acho que envelheci 10 anos... há 1 ano atrás via ao espelho uma menina, hoje vejo uma mulher com muita tristeza. Neste último ano perdi muita coisa... mas a mais importante e castradora foi a capacidade de sonhar. E essa só a recuperarei se conseguir dar um filho ao meu marido. Até lá... limito-me a viver um dia depois do outro, e neste momento move-me a necessidade de perceber o porquê de não resultar comigo, o que é aparentemente fácil com outras mulheres. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Já ERA

E o ERA já está. Daqui a cerca de 10 dias sei o resultado.

Certamente que não é como comer um gelado mas também fiz um filme muito, mas muito pior na minha cabeça. Digamos que é semelhante ao papanicolau. Eu avisei que era a maior mariquinhas da história da infertilidade. Agora é viver com o desconforto causado por mais umas horas e rezar para que o resultado seja, pelo menos conclusivo e não tenha que repetir este exame.

Essa foi a parte boa. A parte má é que a Dra. C. não acha "normais" os meus escapes sanguíneos. Muito menos com a progesterona intramuscular como estava a tomar. Claro que não são normais. É necessário ter a certeza que está tudo bem com o útero. Não podemos correr riscos e desperdiçar embriões. Claro que não podemos. Basicamente entendi que, seja qual for o resultado do ERA, o próximo passo é fazer uma histeroscopia diagnostica. Eu já fiz uma precisamente há 1 ano atras... mas isso foi antes de começar os tratamentos, muito pode ter sido alterado. Mais um ciclo... e não sei se ficaremos por aqui. Basicamente vejo uma próxima TEC muito longe de acontecer... e só me ocorrem palavras menos bonitas na minha mente. Mas claro que temos que ter a certeza que está tudo bem, e se não estiver tratar, antes de desperdiçar mais embriões. Não esperava outra coisa da IVI... aliás um dos motivos porque escolhi está clinica foi porque me pareceu que não arriscavam nada. E, para pessoas com pouca ou nenhuma fé, só a ciência nos move. Eu quero otimizar ao maximo este processo, daí ter abdicado do meu DNA, mas caramba... já merecia que corresse bem. Não sei... digo eu. 

Perdoem-me o deprimente desabafo, este post era só para dizer a quem me lê que se tiverem que fazer uma biópsia ao endometrio, não custa nada ;-)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Medos, medos e mais medos

Adorava vir aqui dizer que estou super calma e otimista com o que a infertilidade me reserva. Mas seria tão mentira... aliás hoje é um péssimo dia aqui para estes lados. Penso que ontem se deu a ovulação aqui para estes lados. E não foi nada meiga... tive que tomar um ben-u-ron inclusive. Nada que não aguentasse mas assim foi melhor. Mas o pior nem foi a dor que durou algumas horas, foi o tão detestável spotting, escape menstrual, o que raio se chamar a isto, que se fez acompanhar e ainda para aqui anda. Super discreto, apenas umas manchas avermelhadas no papel higiénico, mas tão deprimente. Tão igual a todos os ciclos anteriores... quer dizer penso que desta vez este escape foi sem duvida a ovulação, pois tomei o pregnyl no dia 16 às 22h e a "crise" deu-se cerca de 24h depois. Ora por que raio isto acontece? Devo ser mesmo uma ave rara. 

Quero pensar que até é bom isto acontecer num ciclo de simulação, que neste ciclo não se perde nada,  mas a verdade é que fiquei com um medo gigante do resultado da biópsia. Claro que já andei a ver no Dr. Google que um pequeno sangramento na altura da ovulação nem tem mal nenhum, é até bom para quem anda "nos treinos", mas para mim é um enorme frustração estes escapes. A verdade é que eles aconteceram num ciclo onde a ovulação esteve inibida pelo cetrotide, aconteceram o ciclo passado precisamente um dia antes do pregnyl (logo dificilmente foram a ovulação pois fiz eco 1 dia antes e o foliculo só tinha 15mm.) logo não sei a que se devem... gostava de pensar que tem a ver com a ovulação, e embora este ciclo pareça que sim, não sei se serão tão inofencivos assim. Se ontem estava preocupada com a dor que pudesse sentir no ERA, hoje só tenho medo do seu resultado. Que venha de lá um resultado "endometrio não receptivo". Ou que esteja tudo bem, faça a TEC e volte a acontecer a mesmíssima coisa. Medos, medos, e mais medos. Quando irei a apreender a lidar melhor com estás incertezas, estes medos? Já que não posso mudar o meu estado, posso pelo menos mudar a forma como encaro isto, mas não tem sido nada fácil... 

Logo venha de lá a progesterona intramuscular e certamente os seus efeitos secundários. Levar injeções intramusculares dia sim dia não, não será nada agradável de certeza. Mas isso será o menor dos meus problemas certamente. Valha-me ter um profissional de saúde em casa... pelo menos é dada com carinho o raio da injecção. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Next step

Next step... teste ERA.

Ontem lá fui eu (nós, felizmente o meu marido conseguiu ir comigo!) à consulta com a Dra. C. Havia duas possibilidades, agendar uma TEC para este ciclo (se estivesse tudo bem) ou fazer exames. Acho que no fundo não queria fazer outra transferência já. E percebi-o quando a Dra. colocou essa possibilidade. Não queria porque preciso de perceber o que se passa comigo, qual é o meu problema afinal, e porque não estou preparada para passar pelo mesmo novamente. 

Como aconteceu exatamente a mesma coisa nas duas transferências, menstruar no D7, estamos claramente a encontrar um padrão de fase lútea mais curta do que o que seria suposto que são 14 dias, logo temos a implantação dificultada. Poderia correr bem, mas é muito mais difícil. Para melhorar isso temos que administrar progesterona intramuscular para garantir a total absorção da mesma. O que é estranho é o valor no dia da transferência estar ótimo. Pode estar a acontecer que o corpo lúteo não tenha "capacidade" para suportar a fase lútea até o embrião implantado ser capaz de fazê-lo. A progesterona intramuscular (P4) pode ajudar nesse sentido... se irá resolver não sei. Além de introduzirmos esta novidade, também fomos aconselhados pela Dra. C. a realizar o teste ERA ainda este ciclo. Este teste consiste numa biopsia ao endométrio. No dia que faríamos a transferência, fazemos a biópsia e assim saberemos se ao dia que estamos a transferir, 5 dias após a ovulação e correspondente ao tempo de vida do embrião, o endométrio reune as condições necessárias à implantação. Este teste permite-nos perceber se estamos a transferir no dia ideal e, de acordo com o resultado do exame, antecepitar ou adiar  um ou dois dias a TEC. Basicamente permite determinar o dia em que o endometrio está mais recetivo à implantação. Também pode acontecer de o resultado não ser conclusivo e ser necessário repeti-lo dois ou três dias depois no próximo ciclo. Em momento algum a Dra. disse que era "obrigatório" realizar este teste, mas na opinião dela poderia ser bastante útil no nosso caso. Claro que nós concordámos. Claro que agora a mariquinhas aqui está cheia de medo do exame que pode ser um bocado doloroso. Não estou triste por não fazer a TEC neste ciclo, na verdade estou até aliviada. Além disso sinto que estamos a otimizar o processo. 

Agora vamos às boas notícias, o endometrio ao 11º dia do ciclo, estava belíssimo e tinha um folículo dominante de 19mm. Tudo normalíssimo... não fosse o desfecho da última TEC e a Dra. disse que aparentemente tinha todas as condições para uma transferência bem sucedida. Senti que ela ponderou cancelar o ERA e arriscar a transferência... mas disse-lhe que preferia fazer o teste primeiro. Não me posso dar ao luxo de desperdiçar embriões. E não posso continuar a ter a menstruação ao D7 caso contrário dou em maluca.  Mas fiquei contente com o meu endometrio... aliás nas palavras da Dra. é "curioso" como este endometrio que cresce tão bem naturalmente reagiu tão mal ao Estrofen e aos pensos. O ERA pode ajudar-nos a perceber isso também... Eu acho que a explicação é simples, ou tenho má receptividade, e penso que o ERA determinará isso, ou então tinha feito um estimulação fortíssima com as doses máximas, seguida de um ciclo todo maluco, outro de apenas 18 dias de pílula. e outro onde comecei o Estrofen já no 4º dia do ciclo... secalhar se usasse o Estrofen num ciclo mais "calmo" a resposta teria sido diferente... mas isto sou tudo eu a supor. 

Resumindo tudo isto, este ciclo vamos simular o que irá acontecer num próximo ciclo de TEC. Ontem administrei o Pregnyl às 22h, e nos dias 18, 20 e 22 irei administrar a P4, no dia 23 é a biopsia. Saímos da IVI às 20:45h, ainda fomos à farmácia do Oriente comprar o fármaco e administamo-lo numa área de serviço Iupiii. Para animar mais a situação o meu marido cortou-se a abrir o Pregnyl (como sempre... não entendo porque não fazem aquilo de forma mais simples de abrir!!) e como homem que é, foi o fim do mundo, meu Deus que ia precisar de pontos. (Um big LOL para ele que é tão forte numa coisas e tão mariquinhas em outras. Foi um cortesinho de nada.).  A nossa vida é uma loucura eu bem digo... mas são estas loucuras que nos têm unido.  

E pronto agora lá vou eu entupir-me de informação sobre o ERA e panicar um bocadinho.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Nós por cá

Estamos de férias... eram para ter sido em Itália, uma road trip, ou em Cuba. Quando percebemos que íamos estar em tratamento abandonamos essas ideias. Valha-nos o sul que felizmente está sempre à nossa disposição.

Foi na praia, na minha praia preferida, que recebi o telefone da Dra. C. para o rescaldo deste tratamento. Basicamente ela nem queria acreditar no que aconteceu (como se eu não lhe tivesse dito para aí umas 20 vezes o que tinha acontecido no passado). Basicamente, temos consulta no próximo dia 16 e vamos ver... ou tenho uma fase folicular muito curta (não lhe parece pois ao 10º dia tinha um foliculos de 15, era muito pequeno para ovular) ou a fase lutea muito curta. E isto não é nada bom... só uma coisa pode ser feita que é aumentar a dose de progesterona. No dia da TEC a progesterona estava boa, mas por qualquer motivo não é sustentável. Na próxima TEC muito provavelmente irei levar progesterona intra muscular. No dia 16, será o 12º dia do ciclo, já veremos se já ovulei (foliculos pequenos e ineficazes) ou como isto está... ou seja logo veremos. Mas outra coisa além da progesterona intramuscular vai acontecer, vou ter monitorizações mais regulares. Mais uma vez, o que parecia simples, está um caso bicudo. Provavelmente, mesmo que quisesse engravidar naturalmente, ia ser um caso sério. Iríamos acabar na PMA na mesma... a ironia disto tudo. 

E eu continuo com esperança. Podem achar que sou louca, ou então é por estar de férias, mas acho que finalmente vai ser feita alguma coisa para melhorar o processo. Eu sabia que não foi valorizado o que aconteceu na transferencia do DGPI, não sei se a intra muscular vai adiantar alguma coisa, mas pelo menos ainda há alguma coisa a ser feita... Começasse com o protocolo simples, chapa 5 como se diz na minha terra, depois vai-se adaptando. Ainda bem que ainda restam 6 embriões... veremos se serão suficientes.

A Dra. C. e o meu marido continuam otimistas. Eu gostava de pensar que sim... mas este caminho está cada vez mais difícil de percorrer.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

TEC 1 - negativo

Infelizmente penso que o desfecho desta transferência será igual à outra. Negativissimo.

Nem me vou preocupar com o facto de a menstruação começar hoje (se é que está a começar), porque os meus ciclos são em média de 25 dias e são regulares. Hoje é o 24º dia do ciclo... menos um dia que o esperado. Penso que não é  nada mais além do facto dos meus ciclos serem curtos... não é por me terem posto cá um embrião que o ciclo iria aumentar. Isso e o projefikk não atrasar-me... mais uma das minhas hiposensibilidades. Como não  implanta, é indiferente vir ao 7º, 8º ou 11º dia... mas é uma chatice. Mais um que não implantou... isso sim é que me preocupa, mas não me surpreende.

Ontem à noite saiu uma manchinha rosadinha e hoje um corrimento acastanhado. A minha menstruação não começa assim, mas deve ser efeito da progesterona. Conto até ao fim do dia já ter o "sangue vivo". valham-me os 6 embriões congelados... mas agora não consigo pensar no que se segue. Ontem fiquei triste... muito triste... mas não chorei. Nem vou chorar... não há nada que posso fazer para mudar isto. Entretanto fiz um teste de farmácia que obviamente deu negativo... só me resta arranjar coragem para ligar para a IVI e para seguir em frente também...

quinta-feira, 4 de maio de 2017

TEC 1 - Dia 5

Infelizmente acho que está TEC terá o mesmo desfecho da ultima transferência... a menstruação virá antes, muito antes, do beta HCG. Se estou cheia de medo do dos dias que se seguem? Claro que estou... aliás estou a tentar estar em paz e aceitar o desfecho, seja ele qual for. Mas a ligeira, muito ligeira manda de sangue que ficou no papel quando me limpei (perdão pela descrição), levou toda a pouquíssima esperança que ainda tinha. Eu já nem pedia uma transferência positiva... só queria ser "normal" é esperar pela análise para saber o seu desfecho. Se voltar a acontecer, o que acho que vai acontecer, deixa-me sem rumo... sem opções... embora não tenha nenhum problema de fertilidade identificado (além de uma anomalia genética), devo ser mesmo muito anormal para isto me voltar a acontecer... o problema não está no embrião desta vez. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

TEC 1 - Dia 4

Neste momento o embrião já tem 9 dias. Isto se não se tiver evaporado algures pelo meu corpo. Que é o mais provável ter acontecido... Provavelmente quando não implanta, torna-se um mísero vestígio endometrial que é expedido na menstruação. Na verdade não sei o que lhe acontece.

Hoje é apenas o 4º dia após a TEC e começo a desesperar. Isto nunca mais passa... o tempo não passa. Este indecisão, indefinição é um tormento. Ainda por cima hoje fui invadida por alguma esperança... e não queria. Não posso acreditar que vai correr bem. Depois a desilusão é maior... Em boa verdade a desilusão é muito grande de qualquer maneira. Preciso de arranjar alguma forma mental de lidar com isto... ainda falta uma semana para a análise HCG (isto se chegarmos lá claro... se não for para ser de certeza que Mr. Red vem antes...). 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

TEC 1 - Dia 3

So far, so good...

Digo-vos uma coisa, se este embrião implantar será um autêntico milagre e ele um autêntico campeão . Cheguei agora a casa de um maravilhos fim de semana prolongado. Não fiz grandes esforços, é verdade, mas caminhei alguma coisa (bastante) e andei muito de carro. Secalhar devia ter feito mais repouso... ou então não. Da outra vez fiquei em casa 4 dias, praticamente sem fazer nada, e não foi por isso que correu bem... mas as condições eram obviamente diferentes. Nunca saberei se foi por  não ter feito lá muito repouso que não funcionou... talvez na próxima fique em casa após a transferência, não sei, logo se vê. 

Mas vamos a factos, hoje é o terceiro dia após a transferência e ainda não há sinal de red. Mas nem seria suposto uma vez que foi feito em ciclo natural e a data previsto da sua graça é na próxima sexta/sábado. Obviamente que o insucesso só será confirmado com a sua presença (não acredito que não virá até ao dia do beta). Tirando isso... o projefikk já está a causar a habitual tensão mamaria e a minha bexiga nunca mais foi a mesma depois da transferência (já na outra transferência aconteceu isso). Tirando isso... nada de novo. O que é uma pena... 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

TEC 1 - dia 0

Não faço ideia como fazer está contagem, só sei que hoje é o 5º dia do embrião e que está há algumas  horas no meu útero para ver se implanta. E isso é a parte boa... a transferência penso que correu bem apesar do meu estado de nervos. Não foi a primeira transferência, já devia saber como é... mas ao contrário do que muitas meninas acham, eu não acho propriamente indolor. Ou então são os nervos que não ajudam nada... 

Não posso dizer que correu tudo bem porque na verdade perdeu-se um embrião na descongelação. É pouco frequente mas a nós aconteceu. Claro... nós temos que passar por todas as dificuldades, todos os obstáculos. Só tenho medo que o próximo obstáculo seja aquele que até tenho medo de pensar e escrever - aborto. Só falta mesmo isso para teremos o kit completo de coisas que podem correr mal num tratamento de fertilidade. Mas agora não quero pensar nisso... é mais provável que nem sequer implante quanto mais o resto... mas a correr mal que não implante. Não me apetece mesmo nada passar por um aborto. 

Como a minha vida é sempre uma grande aventura, combinei com o meu marido sairmos às 12:30 do nosso ponto de encontro que seria em Gaia, de forma a chegar à IVI antes das 15h conforme seria suposto. Só que não foi possível... saímos do Porto às 13h e quando vi a hora prevista de chegada no GPS do carro 15:45h, e já sabia que se tinha perdido um embrião, fiquei cheia de nervos... nada corre bem connosco! (O meu marido lá me fez ver que não é bem assim... só mesmo ele para me aturar e acalmar).  La conseguimos recuperar 45min e chegar a Lisboa em 2h, só espero não receber nenhuma multa em casa... se chegar, que seja por uma boa causa. 

Chegamos à clinica às 15h em ponto, 15min atrasados... foi positivo. A transferência em si correu bem, mas confesso que quando vi o bloco da IVI fiquei cheia de medo (mariquinhas!!). A Dra. C. foi mais uma vez uma querida, explicou-me tudo direitinho e acalmou-me. O que me custa mais nas transferências é o xixi... é que eu sofro muito. Eu não preciso de muito para ficar com a bexiga cheia, resultado estava super hiper cheia e eu em sofrimento. Lembro-me que já na outra transferência aconteceu isto... na próxima não preciso de me preocupar com isso. Posso ir à casa de banho quando chegar à clinica que quando for fazer o acto médico de certeza que já estará cheia novamente. Tenho mesmo que me lembrar disto porque senão é mesmo difícil... pelo menos a Dra. disse que para o procedimento era o ideal. 15 mim de  repouso e está feito.

Agora já estou em casa com o meu cãozinho, meu amigo inseparável, o meu marido teve que cumprir os seus afazeres profissionais, e amanhã lá vamos nós para um fim de semana prolongado em família a kms daqui... vai ser ótimo para relaxar. Estou mesmo a precisar de uma pausa. Neste momento temos cerca de 55/60% de probabilidade de implantar... se estou otimista? Mais que ontem, mas mesmo assim não consigo acreditar que será desta. Se for desta, e com a minha sorte, será um autêntico milagre. Se fosse crente, começava já a rezar. Como não sou resta-me desejar com todas as minhas forças, estar prestes a realizar o meu sonho de dar um filho ao meu marido. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

State on mind

Eu considero-me uma pessoa forte. Não é presunção... conheço muita gente que não tinha passado metade do que eu já passei da mesma forma que eu. Tenho um diagnóstico de uma doença genética. Não sei se morrerei antes de sequer os primeiros sintomas dela, na verdade posso ter um acidente de carro, uma qualquer outra doença antes dessa e morrer de qualquer maneira. Perdoem-me a dureza das palavras, mas quando se vive com essa sentença, a morte deixa de ser tão assustadora e longínqua. Adiante... Graças ao meu marido, que até hoje não entendo como escolheu traçar este caminho comigo, ele diz que é o amor, eu digo que é alguma espécie de masoquismo que ele sente, mas graças a ele eu consigo viver o meu dia a dia relativamente feliz. Temos uma vida cheia de amizades (que eu tendo cada vez mais a afastá-los), e tirados os nossos pais que já faleceram, temos umas mães maravilhosas e uma família que é a nossa base, tanto a minha como a dele. Tenho muita coisa boa na vida, e até à bem pouco tempo, focava-me nisso e conseguia ser feliz. Mas agora é cada vez mais difícil. 

Hoje tive que partilhar com a minha entendida patronal que estou a fazer um tratamento. Tenho-me ausentado cada vez mais, pelo menos uma vez por semana tenho ido a Lisboa e isso implica faltar ao trabalho (ou de manhã ou de tarde) e o meu patrão tem o direito de saber. Se o vai partilhar com alguém, não sei... se o fizer é a abertura da caixa de pandora. Além de tudo, lá terei que dar satisfações aos meus colegas e terei que lidar (ainda mais essa) com a pena no olhar das pessoas. E por mais isso é que é cada vez mais difícil. 

Se esta TEC não funcionar terei que rever muita coisa na minha vida profissional. Até o meu trabalho saiu afectado disto tudo. E no fundo eu sinto que não vai funcionar. Poderia enumerar uma série de razões, umas mais racionais que outras, para achar que não vai funcionar, mas acho mesmo que não vai ser desta. 

E com tudo isto a pessoa forte que achava que era, perdeu-se algures neste último ano.

Quanto à TEC decidi (por opção e por falta de opção) que não irei fazer repouso nenhum. A TEC será sexta (se é que se vai realizar... só acredito quando tiver o embrião cá dentro) e sábado retomo à vida normal. Desta vez não haverá repouso para ninguém. Se não resultar não pensarei que é por causa dos 300 km que farei no dia da transferência, nem do fim de semana prolongado em viagem de família que terei (com a "aprovação" da Dra. C. claro está), nem do endométrio que a única medida que sei é que estava a 7mm no 10º dia do ciclo, nem do spotting na altura da ovulação que felizmente já parou, mas que vai voltar com certeza, nem por ser um ovócito doado, será simplesmente porque não teve que ser. É assim que uma pessoa forte pensaria, e é essa pessoa forte que eu quero voltar a ser e o meu marido merece que eu seja.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O que define o dia de hoje... medo

Hoje ia cheia de nervos para Lisboa. Já há muito tempo que não sentia esta ansiedade. Ia preparada para tudo. Sabia quais os passos que se seguem... um endometrio que não reage a 2 tipos de estrogenios não (podia ser) seria coisa boa. Mas sabia que era importante este ciclo para a Dra. C. ter algum conhecimento do meu sistema reprodutivo.  

Lá estava eu mais uma vez naquela posição desconfortável da ecografia (já fiz mais ecografias que muitas mulheres a vida toda!) quando ouço a Dra. C. dizer " uff... hoje temos um endometrio perfeitamente normal. Já estava a ver que íamos ter que ir por outro caminho (exames e mais exames pensei eu...), mas ainda bem que está bonito. Não  temos um endometrio de 10 mas 7 para o dia de hoje é bem bom."  Eu nem queria acreditar... afinal isto naturalmente até nem está a correr mal. Saímos de lá com a transferência marcada para a próxima sexta feira. Hello?! Transferência marcada??? Nem acredito que vai mesmo acontecer... (ainda estou com medo que ele regrida, essa é que é a grande verdade!). Amanhã tenho que administrar Pregnyl às 22h para controlar a ovulação e domingo começo o tão malfadado Progefikk de 12/12h. Confesso que ainda nem acredito que isto vá andar para a frente... tenho tanto medo de criar falsas esperanças...

A Dra C. (e o meu marido) concluíram que provavelmente eu tenho um problema a nível de receptividade a algumas medicações. Parece que o meu útero não reage a estrogenios externos, o que aconteceu o ciclo passado foi que houve um mecanismo de Feedback negativo, no lugar de reagir favoravelmente ao Estrofen ou aos pensos, ao receber estrogenios externos ainda regrediu, basicamente o estrogenios externo inibiu o estrogenio natural, daí o péssimo desempenho. Neste momento o meu (anormal!!) organismo não quer nada com o Fsh (gonal) externo e com o estrogenio externo (estrofen e pensos transdermicos). O que me deixa sem opções... ou vai natural ou não vai. 

Hoje estou cheia de medo. Medo de criar falsas esperanças. Os 8 embriões dão-me confiança... não temos só uma chance. Temos 8... e isso parecendo que não é uma grande esperança. A conselho da Dra C. vamos transferir apenas 1. A Dra. recomenda 1 por causa do risco da gravidez gemelar (coisa que eu até gostava mas pronto...) e porque a taxa de sucesso desta transferência está nos 55/60% e ao transferir 2, passava para 75%, logo não aumenta significativamente a taxa de sucesso e o risco de gemelar é grande. Não fosse o facto de ser a primeira transferência de embriões com ovocitos doados e arriscava 2... assim não quero "desperdiçar" logo 2... pode haver alguma estranheza na 1ª transferência (o senso comum obriga-me a pensar assim). Vamos ver as cenas dos próximos capitulos.

Mas hoje é um dia feliz.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

I choose...

Pois que há uma semana atrás, com o início de um novo ciclo, renasceu uma (ténue) esperança em mim, neste momento a minha esperança que este ciclo tenha um desfecho desejável é aproximadamente... zero. E como desfecho desejável leia-se uma transferência. De preferência bem sucedida.

Isto de tentar fazer a  TEC em ciclo natural pode ser muito bonito, muito saudável, mas não é para mim. Comigo é só com medicação e da grande. Hiposensibilidade a uma série de coisas é cá comigo. Cá para mim na sexta vou sair da clínica na melhor das hipóteses com a prescrição de Gonal (ou algo do género) para fazer uma mini estimulação a ver se o endometrio cresce no próximo ciclo, ou na pior das hipóteses (e é isto que me parece mais provável) com a prescrição para fazer mais exames, tipo histeroscopia (já fiz uam há 1 ano atrás e estava tudo bem, mas isso foi antes de começar os tratamentos) ou algo que ainda desconheço desta, penosa, história da infertilidade. 

Neste momento tenho um medo enorme que nunca dê certo este tratamento. E já é tanto tempo, expectativa e também dinheiro, investido que começo a ficar cansada... e pode ainda faltar tanto. E posso nunca ter um filho. E não consigo pensar que o meu marido vai privar-se de ter um filho por me ter escolhido para sua esposa. E isso dói à brava...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

I choose belive - preparação 1ª Tec

"The decision to believe is the most important decision you will ever make." -L. Whitney Clayton LDS Quotes #sharegoodness:

Às vezes penso que o meu humor é como as dietas iô iô. Ora sinto que nunca vou conseguir ter um filho e fico triste, ora penso que vai correr bem e sinto-me otimista. O problema de achar que vai correr bem é a desilusão ser maior quando correr mal. O difícil é estar otimista e consciente que pode (e é o mais provável) correr mal. Mas também não ganho nada em estar para aqui a sofrer por antecipação. O segredo é ir vivendo um dia de cada vez e agradecer tudo de bom que a vida me presenteia (embora às vezes seja bem difícil...).

Hoje veio o Mr. Red e começa assim a preparação para a Tec que desta vez consiste em não fazer nada e ver como corre. Dia 21 é dia de ecografia com a Dra C. Penso que a Dra. quer fazer assim para tentar perceber o meu corpo, e também porque é evidente que é mais natural e seria fantástico  se resultasse. Ainda não tive nenhuma experiência em relação ao comportamento do meu endometrio em ciclo natural (este será natural... mas o que acabou foi altamente modificado com a impedição da ovulação e depois o Provera precisamente para menstruar), por isso não sei o que esperar. Mas não me parece que vá correr bem. Ora... seria fácil demais. E comigo nada é fácil. Se correr bem, otimo, perfeito. Se não correr logo se vê... 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

State on mind

Something will grow from all you are going through, and it will be you. - See more at: http://www.oursweetinspirations.com/life#sthash.KzIiQc7v.dpuf:

Adorava vir para aqui escrever em como me sinto cheia de esperança, em como estão uns lindos dia de primavera e a vida é tão bela.

Mas não é isso que me vai na alma neste(s) dia(s). Estou feliz, muito feliz, com os 8 embriões que temos na IVI. Mas a verdade é que os 8 embriões nada garantem. A caminhada ainda pode ser longa. Não quero nem pensar no que ainda pode estar para vir (ser informada é uma porcaria às vezes... adorava ser um pouco mais ignorante neste assunto). Existem alguns factos que me fazem crer que não vai ser fácil conseguir uma  transferência bem sucedida. Menstruar 7 dias após a transferência (embora faça 13 dias após a punção e ser +/- o normal de uma fase lútea), embora os médicos o justifiquem com a intensa estimulação a que fui sujeita, não pode ser normal. Nem pode ser normal a partir daí ter sempre algumas perdas ao longo do ciclo (são mesmo pequenas hemorragias... nada comparado com a menstruação, apenas por vezes um corrimento rosado, só isso), mas normal isso também não é. Muito menos será normal o endometrio não ter espessado neste ciclo. Na verdade desde o último tratamento apenas tive um ciclo normal (este sim com muitas perdas, mas esse até aceito que  seja consequência da estimulação), um ciclo com pílula (apenas 18 dias de pílula depois tivemos que interromper para preparar esta transferência), e este ciclo de preparação onde só começamos a preparar o pobre endometrio ao 4º dia da menstruação... é verdade que o pobre coitado tem sofrido grandes alterações hormonais... como irá se sair bem quando está todo baralhado?!

Aí entra o meu "drama". Será que devia dar algum tempo para esta trapalhada toda assentar? Será que devo avançar já no próximo ciclo? Pelo que percebi do contacto que tive com a Dra. C. vamos avançar no próximo ciclo (quando menstruar) em ciclo natural. Não sei muito bem o que isso significa mas penso que é sem medicação nenhuma ver como o endometrio se comporta no ciclo, esperar pela ovulação (ou provocá-la isso é que não sei), e se estiver tudo bem transferir 5 dias após a ovulação. "Se estiver tudo bem" é a questão. Não me parece que vá correr bem... será mais uma desilusão. Será mais uma a somar às outras. Isto pode tornar-se cada vez mais difícil daqui para a frente. Só espero ser forte o suficiente para aguentar isto tudo e ainda conseguir aproveitar tudo o resto que a vida me oferece. 

sábado, 8 de abril de 2017

Our lucky number

Is... 8!

Hoje foram 8 embriões congelados :-) a maioria com classificação maxima. Ainda ficaram mais 3 a ver como evoluíam até amanhã ou depois, mas o senhor que me ligou disse para não contar muito com eles. Eu fico muito feliz com os 8. Faz-me confirmar que tomamos a decisão certa de potenciar a nossa sorte recorrendo à ovodoação. Agora é só o meu organismo colaborar pois penso que o problema dos embriões está resolvido. Claro que nada está garantido, temos pela frente uma nova (é difícil) batalha que é preparar a TEC. 

E o medo que eu tenho desta nova parte... é tão grande!! Posso estar enganada mas penso que não será tarefa fácil. Agora vamos tentar em ciclo natural quando vier a menstruação, (ainda falta 2 dias de Provera e depois esperar que ela chegue). Eu estava tão calma e paciente... mas agora sei que tenho os meus potenciais meninos à minha espera... quero ir buscá-los o mais breve possível. A vida anda... e nunca serei mãe (se algum dia for...) antes dos 32 anos. Já começa a cansar esta jornada...

terça-feira, 4 de abril de 2017

Nem tudo são más notícias - update

14!

São 14 os ovócitos que estão bem fecundados. Ainda existe mais 1 que ainda está em observação. A senhora que me ligou (embriologista talvez) estava muito contente mas alertou-me para não me surpreender para o número de embriões crioperservados em estado de blastocisto ser bastante inferior a este. A prática da clínica é crioperservar ao 5º/6º dia já em estado de blastocisto pois a selecção dos melhores embriões já estará feita... A nós só nos resta confiar. E aguardar por sábado ou domingo para nos darem a informação final de quantos embriões ficarão à espera que o meu estúpido e incompetente corpo esteja pronto para os receber. 

Que enorme alegria! 
Sei que só devo bater palmas no fim da festa, que é como quem diz no sábado ou no domingo, mas caramba... neste percurso onde as más notícias são tão mais frequentes que as boas, hoje dou-me ao luxo de estar contente e confiante. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Nem tudo são más notícias

20!

Foram 20 ovocito puncionados. É isso é muito bom... agora vamos ver quantos se irão transformar em embrião. Aguardo, ansiosamente, o contacto da clinica amanhã. Não fosse o meu querido endometrio e era um dia feliz. Depois de falar com o Dr. Sérgio e com a Dra Catarina continuo otimista que vamos conseguir!! Só não sei é quando... mas se fosse fácil não era a minha história. 

Ciclo cancelado

Pois bem que me parecia que iria ter um novo problema que que se chama "endometrio".

Não cresceu e até regrediu. Assim não dá. Paciência.
O Dr Sérgio (que é uma simpatia, as meninas têm razão por o preferir a ele... embora eu adore a Dra. Catarina), diz que foi apenas um ciclo isolado. Nas estimulações anteriores não houve problema, os valores de estrogenio e progesterona estão normais, logo diz para não me preocupar. Claro que me preocupo, mas tenho que confiar neles que são médicos e fazem "isto" todos os dias. Vou tomar Provera a partir de hoje e durante 7 dias,  e aguardar o contacto da Dra Catarina para programarmos os próximos passos. Ainda me faltava a crioperservação antes da transferência... não podia correr bem antes disso. Já percebi que tenho que passar pelas dificuldades todas... não me safo de nenhuma! Só começamos a preparar o endometrio ao 4º dia do ciclo... secalhar foi isso. Ou então não... logo veremos o que a Dra. quer fazer.

Neste momento a dadora já fez a punção (não desistiu!!) e o meu marido já fez a sua contribuição. Agora é aguardar os angustiantes telefonemas na clinica. Pelo menos já não me preocupo para o "quando será a transferência", já sei que vão ser crioperservados ao 5º dia os embriões que chegarem lá. Com a sorte que nós temos aposto que vão ser pouquinhos. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Dia de ecografia

Pois que o meu endometrio podia ser um lindo menino e estar a colaborar como seria suposto, mas não. Não seria a mesma coisa se fosse fácil! Já percebi que isto nunca será fácil. Podemos ter o problema dos embriões resolvidos (assim o espero, mas até ver nunca se sabe) que  com o meu corpo nunca será fácil. 

Pois que hoje o endometrio estava "pequenino" nas palavras da Dra.C. (Já disse que adoro a Dra. C.?!). Media apenas 5,5. Parece que tenho má absorção ao Estrofen e o meu corpo ainda não se equilibrou hormonalmente do último tratamento (isto sou eu a supor, a má absorção é evidência). Já  suspeitava porque no capítulo "Quistos foliculares" o Estrofen nunca fez nadinha aos quistos. Nem cócegas. Mudamos para o Estradiol em pensos transdermicos e logo se vê. Tinha que experimentar os pensos. Ainda faltava no meu rol de experiências com a infertilidade. Se houver uma transferência ainda falta muito, ainda tem tempo para crescer.

Em princípio a punção da dadora será segunda ou terça feira e eu também terei que ir fazer eco para ver se o meu amigo acordou para a vida. Se houver uma transferência será 5 dias depois (ou então não que nisto nunca se sabe), ainda tem uns dias para crescer. Se não crescer e não der para transferir agora paciência. Por todos os motivos e mais 700km de cada vez que vou à IVI adorava transferir e engravidar agora, mas se não for possível paciência. O importante é haver embriões lindinhos o resto logo se vê. 

terça-feira, 28 de março de 2017

State on mind

Se você é fofa e gosta de coisas simples e delicadas, com certeza esse Wallpaper vai ficar lindíssimo no seu celular Espero que goste! | If you are cute and likes simple and delicate things, surely this Wallpaper will be beautiful in your cellphone I hope you enjoy!:

Ontem foi o último dia de Cetrotide... o único fármaco que acho capaz de frenar os meus assanhados ovários. Hoje só tenho o Estrofen para tomar... e hoje estou com muito medo que isto corra tudo mal. Concretamente medo que o meu corpo não colabore. Basicamente... não confio nada nele.

Claro que também me assolam os medos e a incerteza de como estarão as coisas a correr com a dadora... a esta altura estará a fazer a estimulação (tenho também medo que tenha desistido, mas acho que isso tivesse acontecido me teriam ligado da clínica)...  não sei quando será a punção e quando o meu marido terá que ir lá fazer a sua parte. Não sei tanta coisa e nunca gostei nada muito do desconhecido. 

Mas às vezes dou por mim a imaginar que pode correr bem... que finalmente irei realizar um grande desejo. Que poderei procurar informação sobre carrinhos de bebé, partos e amamentação. Que finalmente deixarei de sentir este desconforto tão grande em relação a grávidas e bebés... basicamente que finalmente sentirei uma grande felicidade. Mas depois volto a sentir... medo. Medo de me estar a iludir e começo a convencer-me que talvez seja tudo em vão. Nunca irá resultar e devo preparar-me para desistir. Quando aceitamos na nossa cabeça um tratamento com ovodoação, aceitamos que será o fim de linha. Se este tratamento não resultar... penso que será o fim. Não tenho mais recursos emocionais para continuar. E constatar isso dói que se farta. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

DO - o início

Where there is hope there is faith. Where there is faith, miracles happen.:

Ontem demos início, oficial, a este tratamento.

Foi com grande esperança que fomos à consulta com a Drª. C. dar início a este capítulo da nossa história. Por incrível que pareça os nervos só começaram a aparecer na chegada a Lisboa. Tenho estado incrivelmente calma e não sei se isso é bom ou é mau. No domingo, estive a analisar com o meu marido, todos os consentimentos informados e a reflectir mais uma vez sobre esta nossa opção. Eu estou em paz, completamente em paz, com a minha opção, mas precisava de ter a certeza que o meu marido também está. Sempre o tive como uma pessoa mais conservadora do que eu, mas o meu marido não se cansa de me surpreender. Ele também está em paz com isto e feliz por iniciarmos um tratamento onde as nossas hipóteses estão potenciadas. Acho que a minha calma vem daí... do facto de ambos estarmos em paz com a nossa opção e mais unidos do que nunca. Se vai correr bem? Não sei... tenho muita fé que sim. Mas nunca se sabe. Pelo menos mais provável que um novo dgpi é.

Em termos práticos, nos próximos dias a dadora irá iniciar a estimulação e neste momento já me encontro a preparar o meu útero para um possível embrião. Após a eco a Drª. prescreveu a toma de estrofen 3x/dia e uma injecção diária de cetrotide até dia 27 (pensava eu que me tinha livrado das picas?! estava enganada). Penso que já tinha um folículo bastante "jeitoso" no ovário direito daí a necessidade de fármaco para evitar a ovulação antes do que será previsto. Dia 30 é dia de nova eco. Daí para a frente não sei o que irá acontecer. É um mundo novo para mim. Ainda tanta coisa pode correr mal... mas tenho fé. Como há muito tempo não tinha. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Habemos dadora!!

É com grande emoção que escrevo este post...

Não sei o que os próximos dias me reservam, muitas emoções estão reservadas para mim com certeza. Neste momento sinto um misto de alegria (enorme alegria), gratidão pela mulher que me irá ceder o seu material genético, e medo. Muito medo também... medo que não corra bem. Deus nos ajude! 

terça-feira, 14 de março de 2017

Podiam estar a ser dias bastante difíceis

iPhone or Android Live more, worry less background wallpaper selected by ModeMusthaves.com:
Podiam estar a ser dias bastante difíceis com o aproximar do dia do pai.
Mas a verdade é que não estão a ser. Aliás até me sinto bastante bem. Em paz. Sei lá...
Além de já não ter o meu pai para festejar este dia comigo, nem sequer o meu sogro, ainda não é este ano que o meu marido está próximo de se tornar pai e devolver-me a alegria neste dia. Está tão longe de ser como em qualquer outro ano que passou... e na verdade eu poderia estar bastante triste com esse facto. Mas não estou... e nem sequer sei porquê que a tristeza não se apoderou de mim. Será que me estou a tornar insensível como tanto desejei? Será que estou conformada? Será da primavera? Não sei... só sei que neste momento não quero saber "disto" para nada. 

Até quando este momento de não querer saber? Não sei.

quinta-feira, 9 de março de 2017

State on mind

~Tomorrow is busy worrying about itself; don't get tangled up in its worry-webs. Trust God one day at a time.~:

E é isto... um dia de cada vez.

Já aqui escrevi sobre as esperas a que a infertilidade nos obriga. Nesta fase encontro-me, mais uma vez em espera e a tentar viver um dia de cada vez. O ideal é viver isto de forma positiva. Quanto mais tempo demorar, mas tempo o meu corpo tem para voltar ao seu equilíbrio. Neste momento encontro-me a tomar a pílula para depois ser mais fácil de sincronizar o meu ciclo com o da dadora. Se estiver tudo tranquilo pode ser aumente as chances de correr bem. A minha vida não é só infertilidade, existe vida para além disto, deveria me concentrar em aproveitar essa vida. Mas não consigo... não consigo deixar de pensar nisto, e de querer que o tempo passe rápido. 

Quando começar o novo tratamento será tudo novo. Uma clínica nova, até agora só conheço a médica que nos acompanha (e só estive com ela duas vezes - já tínhamos os exames todos feitos que era necessário), terei que me deslocar a Lisboa que não é propriamente perto para mim (provavelmente terei que ir às ecografias sozinha, não há necessidade, nem facilidade, de faltar eu e o meu marido ao trabalho), e muitas outras novidades. Quero encarar essa novidade como um novo recomeço. Um virar de página. Talvez neste capítulo se conte uma história bonita.  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Hoje (assim como os últimos) não é um bom dia

It's saying have hope and don't let go.:

Se não fosse a esperança neste tratamento que (algum dia) irá começar, onde as hipóteses de correr bem estão potenciadas acho que nos últimos dias a tristeza e frustração me teriam vencido. (Eu bem digo que a espera e mais espera e mais espera me frita a pipoca!)

Parece que de repente toda a gente se lembrou que eu e o meu marido já temos 30 anos (31 na verdade), ainda não temos filhos e resolveram achar que se nos fizerem um "bocadinho" de pressão a coisa irá se dar. São amigas e primas grávidas que gostariam que eu lhe fizesse companhia (nem sabem elas como eu gostaria também...). Não há um dia, um grupo de pessoas com quem esteja, em que não oiça a tão traumática frase "então e vocês?" (isto quando não são comentários piores). Por muito que compreenda que as pessoas não fazem por mal, será que nunca pararam para pensar que às vezes mais vale estarem caladas. Se têm a sorte de ter uma vida perfeita, ou a sorte de deixar a pílula e no mês seguinte estarem grávidas, pode haver pessoas em que as coisas não correm assim e não precisam que as chateiam ainda mais com isso.

Cada vez mais estou a ficar sem vontade de estar com as pessoas. E sei muito bem que não pode ser assim. As coisas não se resolvem assim. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

State on mind

Seja positiva, paciente e persistente! Sempre! :):

Depois da frustração do último tratamento, é este o meu mantra. Tentar sentir-me positiva para o próximo capítulo da minha história. Para pessimistas como eu é um desafio realmente difícil este. Confesso que deposito bastante esperança no próximo tratamento. Os relatos que vou vendo no forum de mãe para mãe deixam-me bastante otimista em relação ao caminho que escolhi. Pode realmente correr bem... mesmo que não seja à primeira. 

O início de 2017 já lá vai há muito tempo, estamos no primeiro dia de março e continuamos na mesma. À espera de conseguir ter um filho. Será que março vai trazer alguma novidade da IVI? Espero que sim... Mas para já estou tranquila. A única coisa que podia fazer era começar a tomar a pílula confrome a Drª C. pediu (para ser mais fácil de sincronizar o meu ciclo com o da dadora) e isso já o fiz. Voltei à pílula e ao estado mais comum desta caminhada... estar à espera de alguma coisa.

Espero que esteja tudo bem com as meninas que vão acompanhando este cantinho :) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

2ª ICSI - Consulta encerramento de ciclo

Com grande pesar lá tive hoje a consulta de encerramento de ciclo.

Este ciclo menstrual está todo marado, ia cheia de medo que os meus ovários estivessem prestes a explodir, mas parece que não. Segundo o Dr T. está tudo bem e no ciclo após um tratamento não se pode dar relevância a nada de anormal. É normal estar tudo marado portanto.

Quanto à análise deste tratamento, na opinião do Dr (e eu concordo) tivemos uma estimulação fantástica com muitos ovocitos, e  uma parte laboratorial muito boa. Mesmo depois da biópsia tínhamos 3 embriões 5AA (um foi o transferido) e os outros também eram de qualidade. Todos destruídos... coitados. Confirmei (tive que o fazer...) com o Dr. que a taxa de implantação de embriões manipulados é (muito) menor que em embriões que não fazem biópsia embrionária. Nada que já não soubesse, mas tinha que confirmar. O Dr. explicou que a fragilidade prende-se com a evolução após a retirada das células analisadas, ou seja até ao 5º dia. Ao 5º dia um 5AA analisado, arrisca dizer, que é igual a um não analisado (aqui tenho as minhas dúvidas).  Mas mesmo assim não arriscaria congelar. A transferência em casos de embriões manipulados resulta melhor a fresco. O meu brilhante resultado veio estragar a estatística. Claro que o embrião correria um risco enorme na descongelação... é inegável. Embora este facto o Dr. disse que têm ótimos resultados em pessoas com a minha mutação. Não se lembra de nenhum caso que não tivessem "resolvido o problema". Ora eu já conto dois tratamentos... quantos seriam necessários?! Quanto a esta parte, esclarecida. Um dia poderia resultar... mas era preciso uma sorte do caraças.

Quanto ao facto de ter menstruado ao 7º dia após a transferência o Dr T. não sabe explicar porquê. Disse também que é um facto que o preocupa claro. Perguntei-lhe concretamente se havia alguma coisa que poderiam fazer para prevenir e ele respondeu que provavelmente não. Num próximo tratamento, se estivesse tudo bem hormonalmente, levaria uma dose extra de pregnyl no dia da transferência, mas haverá um risco enorme de hiperestimular. (Tudo boas notícias!). Também disse que só se voltar a acontecer é que será significativo. Claro que aqui concordamos que uma transferência não a fresco poderia ajudar. Mas o Dr. foi bem claro quanto a isso, com os meus embriões manipulados não dá para arriscar. 

Conclusão: para o Dr T. o caminho é este. No próximo tratamento (lá para abril ou maio) iria fazer o protocolo curto. Embora a parte da estimulação ter sido fantástica com o longo, devido aos valores hormonais no final, o Dr. queria tentar novamente o curto. Mas agora com o Pergoveris desde o início. Tá visto que a Gonal só me faz cócegas. Na parte lutea teríamos o acrescento do pregnyl no dia da transferência, caso os valores hormonais o permitam. A mim parece-me um ótimo plano. Mas era se quisesse seguir este caminho...

Continuamos a ter embriões (embora de excelente qualidade ao 5º dia) frágeis. O facto de a congelação estar fora de questão quer dizer muito... Isto quando temos embriões saudáveis. Não posso esquecer que na 1ª ICSi nem isso tivemos. Temos também o facto de em situações normais, o ideal para mim após esta experiência, seria transferir num ciclo diferente do ciclo da estimulação (para tentar prevenir a hemorragia precoce). Analisando tudo isto, a mim parece-me que o ovodoação continua a ser o caminho. Embriões não manipulados, e um endometrio sem estimulação. Talvez resulte... pelos menos é muito mais provável.

Quanto ao dgpi... não lhe fecho a porta. Correndo mal um tratamento com ovodoação, e se tiver força para tal, talvez volte aos meus óvulos. Mas agora preciso de experimentar outra coisa.