terça-feira, 14 de novembro de 2017

State on mind

when things are aparting actually they r falling in place so have some patience great things take time

Digamos que no que diz respeito a ter um filho, a esta treta da infertilidade, já estou cansada do everything falls apart. 

Estou para aqui a tentar preparar-me para os próximos dias, para dia 23 ter mais uma bela desilusão. Achas que vais fazer uma nova TEC? Wrong feeling. Try again next year.  Se isso acontecer só poderei aceitar e sorrir. É porque o Universo está definitivamente a dizer-me para esquecer isto. Mas então e os 5 embriões que ainda temos? Podíamos sempre doa-los. Sempre haveria a possibilidade de continuarem por cá os maravilhosos genes do meu marido!

Na verdade neste momento em que me encontro tenho medo de fazer a TEC, de não fazer a TEC, tenho basicamente medo de tudo. Ainda ontem me achava preparada (mais que preparada!) para transferir 1 embrião, mas agora já não sei. Não sei se quero passar por tudo novamente. Sei muito bem que se quero ter um filho (tentar vá...) tenho que passar por isto outra vez. Endometrio cresce? Não cresce? E este spotting será que interfere? E se faço a TEC e dá negativo? (Algo bem provável). E se dá positivo? Ui ui se dá positivo. Aí é que começa a verdadeira montanha russa. 

É muito difícil falar nisto, mas um aborto como o meu, aliás como todos, é uma coisa que não se ultrapassa facilmente. Obviamente que é sempre difícil, mas caramba... eu abri mão do meu código genético, nunca terei um filho parecido comigo ou com alguém da minha família, para depois me acontecer isto! Pode muito bem ser o Universo a dizer-me mais uma vez para ganhar juízo e aceitar que não terei filhos. Ponto final.

O processo de ter um filho era suposto ser fácil, ser lindo, ser mágico... e o meu já vai longo, conturbado e doloroso. E pode se prolongar por mais uns tempos. E eu não sei se quero continuar nisto muito mais tempo. Não sei se emocionalmente consigo. Só queria a inocência do primeiro tratamento e a esperança que tive no último. Neste momento nem sei bem o que quero, o que sinto, o que ando para aqui a fazer. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Today News

Olá minhas queridas amigas virtuais que tanto me ajudam nesta “luta” que é tentar ter um filho.

As férias foram ótimas! Voltava para lá mais uma semana, assim para ser realista! Mas como os dias de férias foram gastos com as idas a Lisboa restou uma semana, mas que soube bem. Não vou dizer que nem me lembrei que poderia estar grávida neste momento, nem do medo que tive (e tenho) da próxima TEC, porque seria mentira. Vocês sabem... vivemos para isto. Mas temos que tirar partido das restantes coisas boas da vida, e posso dizer que fui muito feliz nestas férias. 

Ontem quando cheguei a Portugal fui presenteada com Mr. Red. Foi um querido e só veio quando cheguei a Portugal... deixou-me ir de férias tranquila. Nada como tomar a pílula e isto andar reguladinho. Adoro. Mas bom... agora acabou a pausa. Hoje foi dia de consulta na IVI e portanto... back to reality. Que não é a que eu gostaria mas enfim. O habitante do meu ovário esquerdo continua por cá... está estável. Não cresceu, mas também não desamparou a loja. A Dr. C. tem absoluta certeza que ele não está funcional e portanto acredita que estamos na luta. Será este ciclo. Já eu... embora ela nunca me tenha deixado ficar mal, tenho um medo enorme que agora que deixei a pílula, na próxima ecografia, que será no dia 23/11, o quisto estará a bombar hormonas com toda a força e portanto não haverá transferência para ninguém. Mas temos que ser otimistas... dia 23/11 saberei como andará o endometrio e essas coisas que não tinha saudades nenhumas. Ainda pensei que a Dra. sugeri-se fazer um ciclo controlado com medicação, e embora tivesse ponderado achou melhor fazer ciclo natural. O ciclo controlado correu catastroficamente e o natural nunca me deixou ficar mal... mas também nunca tive lá um quisto. Estão a ver como isto não está famoso por cá! 

Desta vez estivemos mesmo para transferir 2 embriões. Depois de muito refletir demos voz ao racional da coisa e optamos por transferir só 1 novamente. Se o problema for dos embriões, continuará a acontecer quer seja 1 ou 2.  Seja qual for o problema, seria igua... e além disso não podemos ignorar os riscos acrescidos de uma gravidez gemelar. Felizmente corre bem a maioria das vezes mas não quero nem pensar no cenário contrário... com a minha sorte já estão a ver... além disso há a questão da ovodoação... atualmente tem-se estudado que corre melhor apenas com 1 embrião. Mas é como em tudo... nem sempre nem nunca. 

Vamos ver o que a vida tem reservado para nós. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Eu já sabia que ia ser assim

One of the hardest things to do in life, is letting go of what you thought was real. SEA

Mas caramba... custa tanto.

Eu sou boa a reagir perante as adversidades. Enfrento as situações e tenho como lema aceitar aquilo que não posso mudar. Eu já sabia que o pior no aborto não seriam aqueles dias... nem sequer os dias seguintes onde estive anestesiada e a lidar com a dor. Até foram bastante fáceis... aceitei que aconteceu e preocupei-me em seguir em frente. Sempre com o amor incondicional do meu marido. 

Mas agora, agora que passaram 3 meses é quando dói mais. É quando a dor chega a levar-me às lágrimas no carro ou em casa quando estou sozinha. É terrível ir ao shopping e ver as coisas de natal. Eu não quero viver o natal este ano. Poderia ser tão feliz e vai ser o mais triste de todos. É muito difícil estar com bebés e grávidas (que mais uma vez parece que há um baby boom por aí). Sinto-me miserável e mais miserável por me sentir miserável. E o meu marido merece muito mais de mim. Merece que eu seja feliz. Mas caramba... não está nada fácil. 

Estou prestes a fazer uma viagem que muitos gostariam de fazer, posso começar a preparar uma nova TEC quando voltar, mas só consigo estar presa a sentimentos tristes, a desilusões e frustrações, ao "agora poderia estar". E nem sequer estou muito preocupada com o futuro. Nem sei se a próxima TEC irá funcionar, nem sei se vai resultar a acabar da mesma forma que a anterior e eu estarei "oficialmente" a jogar no campo dos abortos. Obviamente muitas dúvidas me assombram... voltar a tentar um dgpi... será que com os meus ovócitos correria melhor?! O pior seria arranjar um normal. Tentar uma gravidez normalmente e fazer a amniocentese... afinal já sei o que é passar por um aborto. 

Estou perdida de todo. Só espero que as férias tenham um efeito de reset na minha vida. Preciso de encerrar este capítulo antes que dê em maluca.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Para onde voaria?

Pros seus braços, não há outro lugar que eu poderia querer estar.

Certamente que voaria para bem longe de mim nestes dias em que o desapontamento de andar "nesta vida da infertilidade" se torna muito difícil de lidar. 

São tratamentos sem transferência, são tratamentos em que a menstruação vem em dias que nem é suposto. São quistos funcionais que insistem em estagnar a vida. São spottings durante o ciclo que me desesperam totalmente. São abortos... a derradeira desilusão disto tudo.Começa a ser demais... Parar para refletir e ver tudo o que já vivemos começa a ser doloroso. E pensar que o nosso único problema era evitar passar uma mutação genética para os meus descendentes! Não temos (ou tínhamos que agora já nem sei bem) nenhum problema reprodutivo. 

Agora não é como no inicio onde a ignorância e a esperança nos moviam. Agora, move-nos nem sei bem o quê. Talvez sejam os 5 embriões que nos restam. Sei que não sou a mesma que era antes do aborto. E não posso dizer que tenha mudado para melhor. 

Entretanto acho que o meu quisto só pode ter continuado a crescer dado a "impressão" que sinto no meu ovário esquerdo. Não sei como pode ter regredido e continuar a massacrar-me a sua presença (talvez até mais). Também posso ter ganho outro, o que seria pouco provável dado estar a tomar a pílula. Só sei que a minha esperança em fazer uma TEC quando voltar de férias já não é muita. E já estou cansada de esperar... de desilusões... de tudo isto. 

A grande luta que tenho travado comigo mesma é a de tentar manter-me confiante que vou conseguir dar um filho ao meu marido. Todos os dias digo alto em frente ao espelho que vai correr bem. Mas depois reflicto no passado que descrevi acima e fica difícil. Está praticamente decidido que iremos transferir 2 embriões numa próxima TEC. Seja ela quando for. Por muito que a Dra. C. seja da opinião de transferir apenas 1, não sei se quero (se consigo!!) passar por mais 5 transferências mal sucedidas. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Today news

Inspirational Quote about Life, Love, Relationships and Fitness: Good Things Take Time Do you have an inspiring or funny story to tell? We want to feature you o

As notícias não podiam ser melhores. Ou melhor... poder até podiam, mas dadas as circunstâncias até foram boas.

O quisto continua por cá, tal como eu previa (eu sinto-o). A parte boa é que diminuiu. Fiquei a saber que o desgraçado tinha 3cm o ciclo passado e agora tem 1,9cm. O facto de ter regredido comprovou, à partida que nestas coisas nunca se sabe, que é folicular e que provavelmente já nem estará funcional.

A ecografia foi feita na IVI Vigo e passado um bocado recebi um telefonema da Dra. C. que disse precisamente isso, o facto de ter regredido era bastante positivo. Disse, também, que poderia até nem tomar nada que ele acabará por desaparecer, no entanto acordámos que tomarei mais uma caixa de pílula (1 caixa + uns dias) para sincronizar o próximo ciclo. A ideia é o ciclo estar precisamente a iniciar quando voltar de férias, no dia 13 de novembro. Eu que não ando nisto há 2 dias sei bem que os meus quistos só lá vão com a pílula, por isso não quero facilitar.

Ainda perguntei à Dra. se se quiséssemos transferir este ciclo se seria possível, e ela disse que provavelmente sim, mas eu percebi que ela também acha melhor assim.

E eu, não sei bem porquê, sinto que estamos a caminhar num sentido positivo. Este tempo que o desgraçado do quisto me está a obrigar a esperar por uma nova transferência, talvez tenha sido uma coisa bastante positiva para equilibrar a minha mente. Quando passo os olhos no forum de mãe para mãe ainda "tremo" quando vejo os relatos de quem está à espera do resultado de uma transferência. Continua a assustar-me imenso a ideia de passar por isso novamente. Mas não me resta alternativa... terá que ser. Não posso ficar presa ao passado, e ao "tão boa que a minha vida poderia estar a ser neste preciso momento". Temos que pensar no futuro. Ainda há esperança no futuro.

Fiquei contente, se é que se pode chamar assim, por ter voltado a sentir emoção com esta ecografia. Estava mais que definido que  este ciclo não iria acontecer nada, mas mesmo assim voltei a importar-me com que estivesse tudo bem. Embora tenha mais medo que nunca, quero mesmo voltar a fazer uma TEC. Talvez até volte a resultar...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Pensava eu...

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Pois que então estava eu aqui conformada com a minha (nossa!) decisão de este ciclo estar quietinha e nem pensar numa TEC, quando comunico à Dra. C. a nossa intenção e ela me diz que de qualquer maneira tenho que fazer uma ecografia agora no início deste ciclo (após a toma de uma carteira completa de pílula) para confirmar se o quisto era funcional. (NÃO QUERO ECOGRAFIA NENHUMA)
Que seja. 
Sexta feira terei notícias do hospede que resolveu apoderar-se do meu ovário. A verdade é que preferia continuar aqui na minha santa ignorância, a fazer de conta que está tudo bem (quando sei que não está) e a fazer planos de safaris no deserto.
Espero que o quisto seja realmente funcional, que tenha diminuído. Desaparecido não acredito que tenha desaparecido. O meu medo, o meu real medo, é do que irá ser descoberto para além do quisto. É que um quisto folicular funcional é uma m$rd@, mas há coisas bem piores. 

A decisão de a TEC não ser feita esta ciclo foi nossa, está tomada... mas custar-me-á imenso na mesma ouvir que "não está tudo bem". Não há meio de me habituar a isto. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Já não me lembrava

muito top

De não dar prioridade à infertilidade na minha vida. 
Hoje foi o dia. 
Viagem marcada. 
TEC adiada lá para dezembro. Provavelmente teria que ser adiada na mesma porque o quisto ainda deve estar por cá a fazer das suas, ou algo pior quem sabe? Mas agora também não é a altura de pensar nisso (como se fosse possível?). Confesso que a decisão final foi do meu marido, isto é uma espécie de vício. Uma vez que ele queria esta pausa só me restava concordar com ele. Vamos ver o que a vida tem reservada para nós.  


sábado, 30 de setembro de 2017

Nós por cá...

"You have more faith than you think you do." -Jeffrey R. Holland LDS Quotes…

Adorava dizer que esta quote está certa... mas cada dia é mais difícil. 

Cada dia é mais difícil superar o aborto. Isto não melhora com o tempo. O meu marido fez anos no dia 28 e eu faço na próxima terça. Não foi fácil o aniversário dele. Foi um dia muito angustiante... poderia ser tão feliz com um bebé a caminho. São inevitáveis e muito dolorosos estes sentimentos. Isso e eu ter absoluta certeza que uma nova transferência não estará para breve. Além disso não acredito numa nova implantação. Volto a pensar que o caminho para mim é outro. É desistir deste delírio de ter um filho e aceitar que não será para mim. Por muito doloroso que isso seja. 


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Cenas de mulheres infertéis IV

Desta vez não é cenas de mulheres, mas de casais inférteis que isto (infelizmente!) é um problema do casal.

Assim de repente, posso dizer que me apercebo que 3 ou 4 casais das minhas relações, não amigos próximos que a esses não lhes assiste estes problemas. Estava a escrever este texto e a lembrar-me de um amigo meu, próximo, que partilhou à dias em conversa que já está desde o início do ano a tentar ter o segundo filho e até agora nada. Caro que foi no meio daquela conversa fantástica "E vocês estão à espera de quê?", ao que eu respondi "Que chova!" e ele entendeu da maneira que quis. Também soube que um primo do M. demorou anos a conseguir, o meu cunhado também teve que ser FIV o primeiro filho. A infertilidade está por todo o lado. Fica é dentro das paredes de nossa casa, como se de algo precioso se tratasse. Só quando o objetivo é alcançado é que se consegue falar publicamente disso. Mas já estou a divagar. Este post é sobre os comportamentos, tão evidentes para nós que também os temos, de casais que lutam para ter um filho. 

Têm casamentos felizes.
Se um casamento sobrevive a anos de infertilidade, sobrevive a tudo. Ou quase tudo. A infertilidade é uma prova de fogo para qualquer casamento. É como a selecção natural, só os mais fortes sobrevivem. Felizmente posso dizer que esta treta toda só tem fortalecido o meu casamento. Mas o futuro só Deus sabe. 

Têm um animal de estimação. 
Chamem-lhe consolação, chamem-lhe o que quiserem. Mas se um casal, casado a vários anos, adota um animal de estimação (principalmente quando algum deles antes era relutante), podem desconfiar que a infertilidade anda por lá a fazer das suas. O meu cão é um dos responsáveis de eu ainda andar para aqui a sorrir como se não houvesse amanhã. Sem ele seria mais difícil. 

Deixam de viajar como viajavam.
Adivinhem porquê? Têm que gastar o dinheiro em outras coisas. Ou então, o nosso caso, dando prioridade aos tratamentos e não podendo marcar férias de um dia para o outro, acabamos por andar entre tratamentos e torna-se difícil realizar as viagens planeadas. A vida fica mesmo em suspenso.

Espero que não se revejam neste post. Seria um ótimo sinal. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Today news

Pois que isto não anda nada fácil aqui pelas minhas entranhas!

Também podia ser pior, mas tal como previa sai da IVI com a prescrição de uma pílula. Estou toda desregulada. Um aborto não é fácil. Quero pensar que significa que hormonalmente o meu corpo estava a cumprir a sua função, daí estar a custar-lhe tanto voltar ao normal. Se voltar a haver uma implantação será muito azar um novo embrião ter problemas de desenvolvimento. Mas como azar é coisa que não nos falta... logo se verá. O meu maior receio é não conseguir uma nova implantação...

Basicamente tenho um quisto (o mesmo que já tinha o ciclo passado que fez o favor de crescer). Não me pareceu nada pequeno. O ciclo ainda está numa fase muito inicial, mas o a Dra. C. teme que o quisto seja funcional, logo tenho que tomar a pílula para por ordem nisto. Já disse que ODEIO quistos? São inofensivos mas chateiam-nos.. Basicamente vou tomar a pílula, os 21 comprimidos, e quando vier a hemorragia aviso a Dra. C. para na semana seguinte fazer ecografia para ver se já esta inativo. 

Não fiquei triste por não fazer TEC. Já sabia que não estava fácil... nem sei se queria fazer.  Fiquei triste por nada ser fácil connosco neste preocesso. Apanhamos as pedrinhas todas. Nada corre bem à primeira, nem à segunda, nem à terceira... sinto um enorme cansaço. Sinto a cabeça em água, e um vazio de sentimentos enorme. É como o meu marido diz... isto já é uma maratona, os último km são os mais difíceis. Estamos mais fortes, mas cada percalço por mais simples que seja (tipo quistos) custa-nos mais porque estamos cansados... também ele está cansado disto. 

Não é falta de esperança... é cansaço. Já merecíamos melhor. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Amanhã

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Amanhã tenho consulta com a Dra. C. E a novidade? Não estou minimamente preocupada em fazer a TEC. Estou preocupada sim, mas com o estado do meu útero. Amanhã só gostaria de ouvir que "isto" está a evoluir bem. Não tenho qualquer esperança em que seja possível fazer uma transferência neste ciclo. Já estou por tudo... que seja o que tiver que ser. 

Acho que já me estou a habituar a más notícias, a ser paciente, whatever. Esta pausa só pode ser boa para o meu corpo e para a minha mente também. Estou cheia de compromissos pessoais para as próximas semanas, alguns deles incompatíveis com a TEC. Quando os agendei nem me lembrei que poderia ter que adiá-los por causa da transferência. Nem me lembrei disso. Significa que não acredito, secalhar nem estou preparada, para passar por tudo novamente. As férias de novembro estão praticamente a ser marcadas. E sem reembolso. Dubai here we go! Preciso desesperadamente dessas férias. Precisamos! Acho que desta vez vou pensar em mim, em nós, e só depois em ter um filho.

Torçam para que esteja tudo bem com o meu útero amanhã. O resto... logo se vê. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Bad days

Ei, tudo vai ficar bem

No sábado iniciou-se um novo ciclo menstrual. Afinal o que eu pensava ser spotting da ovulação, já era a menstruação a querer dar o ar de sua graça. Um ciclo de 18 dias... (se contasse desde que começou a dar o ar de sua graça seria para aí de 15 dias). Penso que este ciclo foi anavulatório. As minhas hormonas estão todas baralhadas, assim como eu. Tinha indicação da Dra. C. para fazer uma ecografia ao  8º dia do novo ciclo, mas verdadeiramente nem sei quando será o 8º dia. Talvez sábado... esta baralhação toda só contribui para me deixar bastante triste. Sim... eu quero andar para a frente, superar o aborto, mas com esta desregulação hormona não está fácil. Obviamente que nem estou a pensar numa transferência para agora. Se ainda tive a ligeira ilusão no ciclo passado, que poderia ser para breve, neste momento sei que não vai ser nada fácil. Terei que dar tempo ao meu corpo para superar o que aconteceu. Na próxima consulta provavelmente sairei de lá com indicação para tomar uma pílula para regular os ciclos. 

Sábado e domingo não foram dias fáceis. Esta indefinição, é menstruação?, não é menstruação?, será que é algo grave? dá cabo do meu sistema nervoso. (Domingo tornou-se evidente que era a perda de sangue semelhante a menstruação, mas até lá ainda não era evidente, e poderia ser um spotting qualquer). Estou farta de sangue... estou farta de viver angustiada com estas coisas. E nem sequer estou preocupada com uma TEC agora... só me preocupa regular as coisas por aqui. 

Depois de me ver a desesperar, o meu marido sugeriu fazermos uma pausa de tudo isto. Durante uns meses não pensarmos nisto... fazemos uma das viagens que temos planeadas e no inicio do ano retomamos esta questão. Estou tentada em aceitar a sugestão dele.
(Só é pena já não ter quase dias de férias nenhuns uma vez que os gasto para ir a Lisboa... se ainda tivesse dias significativos para tirar, não teria dúvidas em seguir a sugestão dele. Assim...)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Resultado análises trombofilias

Adoro quando os resultados chegam antes do que estamos a contar. O dia 15/9 tornou-se dia 6/9 e quando dei conta estavam os resultados perdidos no meio dos meus mails. Antes assim.

Parece que está tudo dentro do normal, tal como eu previa. Por um lado ainda bem, já me chegam de maleitas. Se viesse lá o motivo do meu aborto tanto melhor. Continuo a achar que foi um infurtunio, um embrião com anomalias genéticas incompatíveis com a vida. Tal como acontece com imensa gente. O que me inquieta é conseguir uma nova implantação... é com isso que me preocupo.

Tal como prometi, aqui ficam os factores investigados:
- Resistência prot. C. activada (F V Leiden)
- Pesq anticoagulante lúpico
- Proteína C da coagulação (funcional)
- Proteína S actividade funcional 
- Anti-Tombina III funcional
- Pesquisa de mutação factor V
- Pesquisa da mutação Protrombina
- Pesquisa de mutação MTHFR *
- Anticorpos Anti-cardiolipina (IgG e IgM)

* Neste parâmetro tenho heterozigoto para a mutação A1298C. O médico lá de casa diz que está tudo bem. Eu sou completamente leiga no assunto, sei que todos os outros estão dentro dos parâmetros ou ausente de mutação. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

State on mind

Love quote : Love : Looking for #Quotes Life #Quote #Love Quotes Quotes about moving on and Best

Esta dúvida hoje voltou a perturbar-me. Não que eu ache que chegou a hora de desistir de ter um filho. Mas talvez esteja a chegar a hora de preparar-me para tal. 

Este ciclo menstrual não está a ser fácil. Está a ser bem mais "anormal" que o anterior, o que se seguiu ao aborto (já consigo referir-me ao sucedido como aborto! talvez esteja a progredir). Não tenho dor nenhuma e soube na ecografia que  este ciclo não estava normal, soube (e sei!) que o 2º ciclo após um aborto ainda não está equilibrado. Mas hoje voltei a ter um sangramento a meio do ciclo (que deduzo seja da ovulação). É frequente isto acontecer comigo, mas deita por terra toda a esperança que eu possa eventualmente ter em um tratamento bem sucedido. Isto não é muito valorizado por nenhum médico, as ecografias (tirando esta em que fui alertada que havia um folículo que provavelmente se iria transformar em um quisto folicular e onde ainda existiam vestígios do aborto) não detetam nenhum problema, mas o que é certo é que isto inquieta-me.

Na próxima consulta com a Dra. C. vou perguntar-lhe se não acha oportuno fazer uma histeroscopia antes da nova TEC. Nem que para isso tenha que adiar mais um ciclo (ou 2) a transferência. Não sei como é este procedimento na IVI, se a histeroscopia terá que ser realizada num ciclo e a TEC em outro, ou se pode ser no mesmo. Aliás, nada me garante que não será a Dra. a adiar quando fizer nova eco e vir como isto está. Só sei que tenho um longo caminho pela frente... e neste momento encontro-me com bastante medo de percorrê-lo. Se ao menos pudesse voltar para a "nuvem" onde me refugiei nos primeiros tempos... fui tão feliz lá.  

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Today News

A TEC, tal como eu previa e não fico nada triste, não será este ciclo. O endometrio está "bonito" para esta fase do ciclo 8º/9º dia mas o foliculo dominante já tem 18mm, ou seja vou ovular antes que o endometrio esteja no ponto. A prova que após um aborto os ciclos ficam marados. Só espero que o próximo seja melhor.

Embora o protocolado seja fazê-lo após dois abortos, A Dra. acha importante fazer o estudo das trombofilias e como tal mal cheguei ao Porto fui fazê-lo. A prescrição ficou no laboratório mas quando tiver o resultado, por volta de dia 15/9, publico quais foram os factores analisados. Basicamente consiste em estudar se tenho algum problema de coagulação do sangue, incluindo a mutação no gene que causa esses problemas. Já me chegam de mutações nos genes!! Sinceramente não acredito que tenha nada disso, mas obviamente que fico mais sossegada fazendo essas análises e quem me dera que viesse algum valor alterado. Estava justificado e poderia-se evitar o mesmo desfecho da próxima vez. Se não tiver nenhum problema de coagulação resta-me acreditar que foi um infeliz acaso igual ao que acontece a tanta gente. Obviamente que na minha mente ocorrem problemas de compatibilidades e coisas mais maradas mas como diz o meu marido "deixa andar. Estamos a ser seguidos pelos melhores especialistas do país (não são os únicos, atenção!), fazemos os exames que nos aconselharem e deixamos rolar". E é isso que vamos fazer.  Também me ocorre que tenha algum problema no útero... iremos lá depois certamente. 

Hoje fui à IVI, pela primeira vez, com ansiedade zero. Sei que cada vez relativizo mais as coisas e isso só pode ser bom. Noutras ocasiões as notícias de hoje, adiar a TEC, seriam motivo para me deixar arrasada, mas se querem saber  no meu cérebro só ouço aquela música "I don't care". Por outro lado não consigo deixar de sentir uma enorme tristeza... e não é por ter adiado a TEC (eu sabia que ia ter que esperar, infelizmente actualmente tenho um conhecimento enorme do meu corpo), é pelo meu embrião que não evoluiu... E isso só com o tempo vai lá.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Diz que hoje

Vou dormir à capital. (Só ainda não sei a que horas chegarei lá mas isso agora não interessa nada.)

Amanhã tenho consulta com a Dra. C. logo de manhãzinha pelo que era impossível ir logo cedo. Acresce à despesa do gasóleo + portagem a despesa do hotel. Paciência. Todos os males sejam esses. Infelizmente não serão. 

A única coisa que espero realmente ouvir amanhã é que está tudo bem com o meu útero. A vontade que tenho de ir à consulta é praticamente igual a zero. Mas tem que ser. Terei que conversar com a Dra. sobre o que aconteceu. Mais uma vez enfrentar a realidade. Se pudesse fazia a TEC agora já neste ciclo, mas para isso teriam que estar reunidas as condições necessárias e não sei se isso será possível. Ainda por cima nas próxima semanas a Dra. não vai estar na clínica e eu acho que a prefiro a ela. Uma pessoa habitua-se.  No trabalho também não seria nada fácil faltar um dia na próxima semana. Basicamente se disserem para avançar, avanço. Se não for possível, paciência. Se aprendi uma alguma coisa com a perda gestacional é que adiar uma TEC e uma não implantação pode ser o melhor que nos pode acontecer. 

Este fim de semana foi o casamento da irmã do meu marido e foi bastante dolorosa e engraçada a "pressão" para quando os nosso rebentos. Chegou a ser hilariante... uma amiga da minha sogra, eu adoro a senhora, chegou a dizer-me que estava com cara de grávida. Eu só sorri... e pensei que tal dizer-lhe "só se for das hormonas ainda não estarem regularizada dado que está a fazer um mês que sofri um aborto". Imagino a cara da senhora. Ou então outra amiga da minha sogra dizer "fazem um casal tão bonito, os vossos filhos serão um sonho". E aí eu pensei responder-lhe "se por acaso um dia tivermos um filho vai ser tudo menos parecido comigo, terá que imaginar o meu marido com outra mulher qualquer". E com isto sobrevivi a um dia que tinha tudo para ser muito feliz (e foi feliz, que eu sou mais forte que estas tretas). As pessoas não fazem por mal... eu sei e por isso no sábado até me diverti com essas tretas. Mas também me dilaceram a alma ao recordarem-me constantemente a minha triste realidade. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Reflexões

A vida a seguir a uma perda gestacional (não gosto da palavra aborto) pode ser bem confusa... e dolorosa também, confesso. Mas é a confusão que mais me surpreendeu.

Hoje inicia-se a um novo ciclo menstrual e foi o dia que me comprometi a comunicar à minha médica da IVI a situação com o intuito de receber dela "instruções" quanto ao que devo fazer para preparar uma nova TEC. Mas ainda não lhe mandei mail. Nem sei quando irei mandar. Não é que não queria fazer a TEC (aconteça isso quando acontecer). Na verdade quero muito seguir em frente e ver no que "isto" vai dar. Mas estou presa na minha "nuvem", inerte na minha zona de conforto, a aproveitar este verão... que poderia estar a ser tão diferente... sem preocupações, sem limitações. Só que a dor (mais uma) acompanha-me sempre e não me resta alternativa senão aprender a conviver com ela. 

Por um lado estou otimista quanto ao futuro. Não posso ignorar que houve uma implantação, significa que o plano traçado resultou uma vez, pode resultar outra vez. Pode simplesmente não ter sido um embrião com viabilidade para progredir. Claro que me assombram uma série de outras possibilidades como incompatibildiades, as malfadas trombofilias, alguma incompetência do meu útero, sem lá quantas mais. Mas neste momento estou inclinada para me apoiar no infortúnio. Só o futuro me dará novos dados. Ainda sobram 5 embriões (caso sobrevivam todas à desvitrificação).  

Por outra lado, li à dias no forum de mãe para mãe, uma menina a dizer que o mais difícil é parar e aceitar que a maternidade não é para nós. Penso nisso tantas vezes, não poderia estar mais de acordo. Para as tretas da infertilidade ainda sou jovem, não me faltam recursos financeiros, quando devo entender que chegou o momento de virar a página? Já me lembrei disso tantas vezes... de virar a página. Obviamente que não posso fazê-lo enquanto tiver os 5 embriões, mas e depois? Falhas de implantação? Perdas gestacionais? Estas situações dilaceram-nos a alma. Nos dias seguintes à minha perda, acreditei que não queria passar por tudo novamente (nunca o confessei a ninguém... nem ao meu marido), e senti-me em paz. Em paz com grávidas, bebés, voltei a estar com os meus amigos e suas famílias felizes, Apeteceu-me tanto dizer à minha mãe para parar de sonhar com um neto... Mas nos dias de hoje voltaram-me a incomodar grávidas, bebés e famílias felizes, voltei a querer isso para mim novamente. Ainda não chegou a hora de virar a página. Só espero saber reconhecer quando essa hora chegar. É muito mais fácil esperar que estejam reunidas as condições para nova TEC do que não haver TEC nenhuma no horizonte. É muito mais fácil acreditar que vamos ser bem sucedidos do que encarar que acabou. 

Vamos ver o que a vida tem reservado para mim. 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Nós por cá

I keep praying, believing and hoping, have been for years, so far nothing but silence from my Heavenly Father. I'm on the verge of giving up. 

Vamos andando... Nunca fez tanto sentido esta típica expressão tão portuguesa.

Nunca na minha vida me senti assim tão... sem saber o que sentir. Não vou dizer que a perda gestacional foi a batalha mais dolorosa que perdi, porque sinceramente já houve outras tão dolorosas como esta. Mas foi esta que levou toda a esperança que tinha em um final feliz. Essa é a verdade. Hoje não acredito que algum dia terei um filho. E com isto não vou dizer que dou por encerrada esta luta. Pretendo transferir os 5 embriões da IVI. Esgotando-os não sei o que farei a seguir... provavelmente será o encerramento oficial desta luta. Mas para já irei preocupar-me em reunir todas as condições para uma nova TEC. Lá para setembro ou outubro. Mas não acredito que volte sequer a ter um positivo.E isto é um sentimento bastante ambíguo...

Tenho notado grandes mudanças em mim. Até agora incomodavam-me gravidezes, bebés e famílias felizes. Sentia uma enorme pena de mim própria. Continuo a sentir... mas de uma  forma definitiva. Não são para mim. Está na altura de convencer-me dessa dura realidade e aproveitar as coisas boas que a vida tem para mim. Não sei se será maturidade... indiferença... tristeza... sei que é isso que sinto.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Show must go on

Ontem tive consulta de reavaliação e tive alta. Está tudo "limpo". Parece que o meu corpo foi super eficiente em seguir em frente... fiquei aliviada. Quem já passou por isto sabe que, quando sabemos que temos um embrião sem vida dentro de nós, só queremos que o pesadelo acabe o mais rápido possível. A médica que me atendeu ontem foi uma querida. Fiquei a saber que tinha direito a 1 mês de baixa paga a 100% (obviamente que não a quis... preciso de estar ocupada mais que nunca) e que aconselham 2 /3 meses para voltar a tentar uma nova gravidez. Também me disse que estas situações são muito mais frequentes do que se pensa e devem-se a uma aleatoridade... não sei se será bem asssim... já são tantos obstáculos, tantas contrariedades. Agora tenho que arranjar coragem para informar a Dra. C. e obviamente que ela sim irá dizer quando podemos pensar numa nova TEC. Não sei se quererá fazer algum exame nos entretantos mas agora só quero esquecer tudo isto. Obviamente que não estou preparada para pensar nisso...

Quero voltar viver o que existe na minha vida além da tentar ter um filho. Tudo isso está para segundo plano há muito tempo... o meu trabalho, as actividades que me dão prazer, a minha casa, até de cuidar de mim me fui esquecendo... mas mais importante que tudo, o meu casamento. O meu marido é a coisa mais importante do mundo para mim e nos últimos tempos só pensava em outras coisas. Agora quero aproveitar este tempo só para nós.

Obviamente que este aperto no peito que sinto não irá passar nos próximos tempos. Mas esta experiência ensinou-me algumas coisas... se voltar a conseguir em positivo não vou viver as coisas de mesma forma. Não adianta nada preocuparmo-nos... não desfrutarmos, viver com o coração nas mãos, porque não muda o nosso destino. Se tiver que correr mal, corre na mesma. (vocês avisaram-me na caixa de comentários... mas eu nunca relaxei e aproveitei... um sexto sentido talvez).

Muito obrigada a todas por estarem desse lado e sorrir e a chorar comigo... desejo-vos a todas melhor sorte que a minha e muitos, muitos sorrisos.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Seguir em frente

Escrever este post é obrigar-me a lidar com o assunto. Aceitar o que aconteceu eu já aceitei. É porque não tinha que ser. Quanto mais cedo melhor. 

Eu sou boa em seguir em frente, a reagir... não sei se movida pela raiva, pelo desespero, mas sou boa... o pior será depois. Quando se passar mais tempo e começar a  reflectir realmente no que aconteceu e nas suas consequências. 

Cada vez penso mais que talvez seja o que o destino quer para mim. Não ter filhos. E tal como antes desta TEC, essa ideia já não me assusta tanto. Só tenho pena que o meu marido seja privado de algo tão natural por minha causa. Embora ele diga que viverá bem na mesma sem filhos, tem muito mais na vida além disso. Os filhos seriam um acréscimo, se tivermos melhor, se não tivermos está bem na mesma. Eu acredito nele, mas não sei se daqui a 5 ou 10 anos pensará igual. Veremos como será a nossa vida nessa altura.

Sobre o aborto não vou alongar-me. Nada de bom poderei escrever, a não ser que se na reavaliação de hoje já estiver tudo "limpo", não posso queixar-me muito. Fisicamente nem foi muito mau, nada que um analgésico forte não tenha resolvido. Caso ainda não esteja resolvido, terei nova dose de comprimidos e/ou intervenção cirúrgica. A ver vamos... 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

As pedrinhas todas...

No fundo eu sabia que tinha que apanhar as pedrinhas todas... faltava a perda gestacional.

Depois das perdas se intensificarem, ficamos a saber que o embrião parou de desenvolver às 8semanas + 1 ou 2 dias... 1 ou 2 dias depois da ultima ecografia. 

Para já é tudo que consigo escrever. A minha cabeça está vazia... agora é esperar que os comprimidos façam efeito é que seja pouco doloroso (se é que posso pedir isso...).

É preciso uma força do caraças para passar por tudo isto. Pensar em passar outra vez... é difícil imaginar voltar ao processo de início. Não sei se terei força e coragem. Amanhã logo se vê. 

9º semana

Hoje entramos na 9ª semana. Já começa a parecer alguma coisa... faltam 5 semanas para acabar o 1º trimestre e puder confiar mais um pouco que vai correr bem. Para já é muito cedo para "cantar vitória". 

Na terça, na quinta e hoje de manhã as perdas de sangue marcaram presença no seu registo. Afectam-me imenso. Se num dia estou contente e confiante que está tudo bem, no dia seguinte parece que caio na real e penso "calma lá! Nada de planos, um dia de cada vez!". E é assim mesmo que tem que ser: 1 dia de cada vez. Se o tratamento de fertilidade ocupa a nossa cabeça, estas primeiras semanas de incerteza, ainda para mais quando há sangue, são muito, muito piores de lidar. 

Já temos consulta marcada com o obstetra para dia 3/8, a próxima quinta feira e vamos lá ver se ele encontra alguma explicação para esta situação das manchas de sangue, corrimento ensanguentado, o que quer que esta porcaria seja (nunca manchou as cuecas nem ficou na sanita - perdão pela descrição). Só espero que corra tudo bem até lá... e que acima de tudo, esteja tudo bem com o embrião na consulta. Vivo com o coração nas mãos desde que soube da gravidez... é muito complicado lidar com esta ansiedade, este medo constante... e não consigo libertar-me disto é já estou cansada desde estado de medo constante.

Esta semana também ficou marcada pela interrupção da administração da progesterona intramuscular. Na verdade tivemos indicação para parar logo no dia da consulta com a Dra. C. Segundo a Dra. a placenta já era mais que suficiente para produzir a progesterona necessária, mas como ainda tínhamos 2 ampolas em casa pedi à Dra. para continuar a tomar.... ela concordou, e até disse que se fosse para eu ficar mais sossegada tudo bem, mas não era necessário. Agora já acabou oficialmente e eu estou cheia de medo que faça falta. Na verdade o meu rabo agradeceu imenso... o meu pobre marido já não via área "decente" para dar a pica. Eu confesso que já nem sentia nada de especial... habituei-me àquilo. Todo o mal fossem umas picas no rabo...

A parte boa, que será impressão minha ou não, é que parece-me que a barriga já começa a fazer-se notar. Mais ao final do dia... quanto ao resto não há mais nada de novo. Enjoos nem ve-los, pelo contrário a fome tem sido minha companheira. 


sexta-feira, 21 de julho de 2017

2ª Eco - 8 semanas

Hoje o meu coração sossegou mais um bocadinho. Está tudo bem. Tudo ótimo.

Hoje ouvi o coração do meu embrião pela primeira vez. E que forte que ele bate! Conseguimos ver todas as partes devidamente diferenciadas e o que mais me impressionou foi o cordão umbilical já devidamente a ligar-me ao meu embrião! Embora seja confuso, há vida dentro de mim! Este embrião não tem o meu código genético, mas agora está ligado a mim, e eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para que seja por muito, muito tempo. 

Quanto às perdas a Dra. C. reforçou que o mais provável é serem do colo do utero. Não há absolutamente nada na ecografia que sugira que sejam de outros local. Não há o mínimo sinal de descolamento e o desenvolvimento embrionário é compatível com a 8ª semana. Não poderia estar melhor. Que alívio...

Hoje tivemos alta da IVI. E eu fiquei nostálgica... foram viagens praticamente semanais para lá. Foi lá que tudo se passou e é lá que pretendo voltar (mas só lá para 2019!). Só espero que corra tudo bem até lá... Nunca esquecerei a importância que a Dra. Catarina Godinho teve neste processo. Já li algumas críticas à clínica, e a ela que tenho que publicamente discordar. O meu tratamento foi completamente personalizado e individualizado. A Dra. soube dirigir o processo de forma a ter sucesso, adaptando o protocolo após o aconselhamento do exame ERA, que no meu caso foi fundamental, já para não falar na disponibilidade para nós, mesmo estando de férias. Não poderia estar-lhe mais agradecida e feliz por nos ter calhado ela quando marcamos consulta na IVI. Ainda hoje estava lá um casal com uns gémeos de 2 anos que apenas passaram lá para cumprimentar a Dra. e mostrarem os bebés... 

Obviamente que eu sei que nada está garantido. Ainda faltam umas semanas para passar o período crítico do primeiro trimestre. Para já vamos manter este milagre para nós os dois. Mas talvez hoje já me permita sonhar um pouco. Talvez passemos a ser uma família feliz de 3 humanos e 1 cão brevemente. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

5 semanas após a transferência

Independentemente do que possa vir a acontecer, chegou a hora de agradecer.

Como já fui partilhando por aqui, estás semanas não estão a ser maravilhosas. Já sabia que se algum dia conseguisse um positivo, iria ser complicado, mas está a ser mais do que imaginei. A verdadeira emoção disto tudo chegou com o positivo. Objetivamente a única coisa que pode ser preocupante são as manchas de sangue que por vezes me acompanham. Sempre as tive, se se tratassem de um aborto talvez ja tivessem sofrido alguma alteração, aumentado, não sei... sei que vivo aterrorizada com isso. A verdade é que mesmo se não as tivesse estava aterrorizada. Foi muito tempo e emoção investidos para chegar onde estou... o medo de perder é imenso. Tudo isto para explicar que, apesar de tudo, estou imensamente agradecida por estar onde estou. Quando vi as duas riscas no teste de gravidez, fiz as pazes com a minha fé. Fé essa que reneguei há muitos anos atras, ainda crianca, quando o diagnóstico de uma doença genética hereditária chegou à minha família. Esta criança terá essa importância para mim... Graças à ciência terei de alguma forma, vencido essa doença. 

Muito mais tenho a agradecer. Mas para já não posso alimentar grandes esperanças. No outro dia ao jantar o meu marido começou a falar de nome daríamos a este embrião... nunca falamos sobre isso antes, mas ele está tão confiante que pensa que já nós podemos dar a esse luxo. Embora tenha partilhado com ele os meus gostos, não estou à vontade para ter esse tipo de conversa. Não ainda...

Vamos ver o que a ecografia de sexta nos reserva. Será no dia que chegaremos à 8ª semana (caso corra tudo bem até lá).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

4 semanas após a transferência

Por cá continuamos na mesma. As perdas continuam. Embora a Dra. C. ter dito que são do colo do útero, mesmo estando tudo muito bem na ecografia, eu não estou descansada. Estou em constante luta entre o racional e o emocional. O racional diz-me que há 6 dias atras fiz uma ecografia onde estava tudo bem, as perdas não aumentaram, houve até dias que estiveram ausentes, a médica disse-me que eram do colo do útero e em nada influenciavam o desenvolvimento embrionário. Sempre tive tendência a sangrar e já me tinham diagnosticado coloco útero friável mesmo antes da saga da infertilidade. O emocional diz-me: sangue e gravidez não combinam. 

É assim vou vivendo nesta angústia. E até estou de férias, muito desejadas e com grandes planos que estão a ser adaptados (e ainda bem!!) dado o meu estado atual de grávida. Acho que posso considerar esse o meu estado. Embora não sabendo se será por muito tempo (nunca se sabe não é verdade?!)

Quanto a sintomas, tirando as mamas que aumentaram de volume e a vontade constante de fazer xixi, não há nada a registar. Houve uns dias que a indisposição tomou conta de mim, mas já há muitos dias que me tenho sentido bem, normal. No próximo dia 21 é dia de ecografia... só espero que corra tudo bem até lá. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

1ª Eco - 5 semanas e 5 dias

Para já posso dizer que está tudo bem. 

Quanto às perdas a Dra. C. confirmou as nossas suspeitas, são do colo do útero. Em nada interferem com o desenvolvimento embrionário. Eu sempre tive o colo do útero friável, agora que está super irrigado lá vai sangrando de vez em quando. Não é motivo para preocupação. Claro que fiquei mais sossegada, embora preferisse que elas não existissem. Mas claro que estou mais descansada. 

Agora o que realmente interessa, o saco estava lá grande e forte segundo a Dr. C. Já se começa a ver a vesícula vetelina e já vimos um pontinho a piscar. Tudo normal para esta fase da gestação. Que alívio. 

Acho que agora vou poder respirar um bocadinho e aproveitar esta boa nova. Dia 21 temos a última ecografia com a Dra. C. Esta ecografia já não precisava de ser feita na IVI mas como vamos estar de férias min Algrave, tanto faz vir para cima sexta ou sábado ou domingo e optamos por vir na sexta e fazer a eco lá com a minha querida Dra. C. Agora acho que chegou a hora de arranjar um obstetra no Porto para fazer o acompanaento... alguma sugestão? 

Hoje é um dia feliz! 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

3 semanas após a transferência

Este semana tem sido um turbilhão de emoções, e ainda pode piorar bastante na consulta de amanhã.

Não fossem as manchas rosadas que continuam por cá, chegando a ser mais intensas que nos primeiros dias, e acho que teria sido uma semana feliz. Já tive momentos de pânico, que me apeteceu ir a uma urgência. Mas não fui...resolvemos esperar por a consulta com a Dra. C. Pouco adiantaria ir a uma urgência, nesta fase. Evidentemente que se fosse uma hemorragia acompanhada de dores e com sangue vermelho vivo, iria. Mas assim... fico perdida sem saber o que fazer. Na verdade nunca passou de manchas no papel higiénico, embora às vezes sejam bem marcadas O meu marido continua a achar que vai correr bem. 

Basicamente estou perdida neste momento. Quero muito, muito mesmo que corra bem. Dou por mim a pedir a Deus (eu que já não acreditava nele) para que este embrião não desista de mim. Quando a medicina pouco pode fazer por nós, só nos resta o transcendente. Só queria adormecer e acordar quando me garantissem que ia correr tudo bem. Infelizmente isso não irá acontecer.

sábado, 1 de julho de 2017

Não sei muito bem que título dar a este post

Queria escrever qualquer coisa, mas não sei muito bem que título dar a este post.

Por cá continuamos na mesma, ou melhor, ligeiramente na mesma. Segundo a aplicação que instalei (e que sinto que não devia ter instalado dado o estado muito inicial desta gestação) hoje inicia-se a 5ª semana. Não sabia, mas quando se sabe do positivo ganhamos logo mais duas semanas para somar à data da transferência. O que foi convencionado para todas as gestação (incluindo as resultantes de PMA) é que a data inicial da gestação é a data da última menstruação. Daí iniciar-se hoje a 5ª semana. 

Quanto a sintomas, tenho a juntar ao que já referi antes, a indisposição. É uma coisa estranha porque, não tenho vontade nenhuma de comer, mas sinto que o meu estômago pede comida com frequência. Não sei explicar muito bem. Mas hoje bateu forte está indisposição... nem me falem em comida! As manchinhas rosadas no papel higiénico ora estão presentes, ora não. Não considero sequer corrimento porque só aparecem mesmo no papel higiénico. Já me preocuparam mais, mas continuam a incomodar-me.  

Hoje faz uma semana que vi pela primeira vez as duas risquinhas no teste de gravidez. E que dia feliz que foi... mas disfrutar desta boa nova, não consigo. Tenho demasiado medo do que o futuro me reserva. Tem alturas que até acho que está tudo bem, que vai correr tudo bem. Mas tem outras... De uma maneira geral até tenho conseguido manter-me positiva. Tento fazer o que posso... não faço esforços, bebo muita água, e basicamente é isso. O que tiver que acontecer, acontecerá. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

2 semanas após transferência

Sei bem, bem demais, que as coisas más não acontecem só aos outros. E por isso é que não consigo disfrutar disto. Desde que sei o resultado do beta que estou cheia de medo. Tenho demasiado medo que não corra bem e tenha que passar por um aborto... é só este azar que me falta no rol. 

Eu sempre soube que se um dia conseguisse um positivo ia ficar ansiosa. Mas não pensei que fosse tanto. Isso e o papel sair rosado, várias vezes, quando vou à casa de banho deixam-me muito preocupada. Por mais que o meu marido diga que é normal (andou a informar-se) e diz que o mais provável é ser o meu útero a adaptar-se a todas as alterações que está a viver, eu não consigo estar confiante.  

A Dra. C. ficou muito, muito satisfeita com o resultado da analise. Não mandou repetir a análise e marcou eco para o próximo dia 6/7. Será que o meu coração vai acalmar depois da eco?  Será que não vai acontecer nada de mal até lá? Já pensei em repetir o beta, mas o meu marido não concorda... diz para eu confiar na Dra. C. Nas gravidezes normais só se faz um teste de gravidez e aguarda-se uma eco. O meu problema é que não é uma gravidez normal... não sei se algum dia será.

Quanto a sintomas, para mais tarde recordar já que este blog tem acompanhado toda a minha historia em busca de um filho, são os seguintes:
- Sede. Muita sede. Estou sempre com a boca seca. Penso que é o meu corpo a pedir-me que o hidrate. Como tal bebo muita mais água o que ela a...
- Constante vontade de fazer xixi. Pelo menos de hora em hora.
- Falta de apetite. Pode muito bem ser da ansiedade.. Já perdi 1 kg.
- O tal malfafado papel rosinha que me atormenta.

Gostava de estar feliz. Ou melhor, eu estou feliz. Muito feliz. Dou por mim a sorrir feita palerma. Mas estou com tanto medo que não consigo disfrutar. Ainda é tudo muito novo. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

TEC 2 - resultado beta HCG

E o nosso número da sorte foi: 616.

Neste capítulo é tudo novo para nós, não sei muito bem o que significa além de que é positivo, e está dentro dos valores que o laboratório considera para 2-3 semana. Vou aguardar o telefonema da Dra. Catarina para ver o que ela diz.

Estou muito feliz!! Mas com um medo enorme que não me deixa tirar proveito desta enorme conquista na minha vida. Quero tanto acreditar que vai correu bem!! Mas para já não consigo...

domingo, 25 de junho de 2017

TEC 2 - D11

Este post é provavelmente o post com mais emoção que aqui escrevo. Escrevo este post com 2 testes de gravidez com resultado positivo. Um da marca Wells realizado ontem ao final do dia, e um Clearblue digital feito com a primeira urina hoje de manhã. As ricas apareceram logo, e o ClearBlue deu o resultado 2-3 semanas.

Tenho consciência que nada está garantido neste momento. Tanta coisa pode acontecer, além de uma enorme alegria sinto um medo muito grande. Amanhã o resultado da análise já nos trará mais dados. 

Aconteça o que acontecer já foi uma enorme vitória esta TEC. Mostrou-nos que é possível. Mesmo que não evolua, é possível!

sábado, 24 de junho de 2017

TEC 2 - D9

Já vamos a meio do D10 e até agora sem presença de Mr. Red. E isso, só por isso, já é uma grande  vitoria  para mim. Uma grande esperança. Sinto-me... menos ave rara. Tal como já referi no blog só desta vez, só agora, fiz uma transferência em que tinha as tais 50% de probabilidade de engravidar. A menstruar no D7 após transferência não daria sequer hipótese a nenhum embrião. Desta vez, transferindo um dia antes, quando há receptividade do meu endometrio, e com a administração intramuscular da progesterona, conseguimos chegar ao D10. Conseguimos fazer a análise sanguínea no dia suposto. 

Ontem, embora no início da manhã, estivesse convencida que o Mr. Red viria, devido às ligeiras dores menstruaias que ainda continuo na dúvida se as sinto se são psicossomáticas e às manchinhas de sangue muito rosadinho que por vezes apareciam quando ia à casa de banho, a verdade é que desde o meio dia de ontem que elas pararam. Não aumentaram e neste momento estão ausentes. 

É evidente que neste momento alimento alguma esperança. Decidi que vou fazer um teste de farmácia ainda hoje ou amanhã. Ainda não o comprei e ando aqui a ganhar coragem para o fazer. Só vou fazer porque infelizmente se for negativo, não é por conhecer o resultado que ele se irá alterar. Basicamente não perco nada. Mas que estou cheia de medo de o fazer estou. Só o pensar que poderá dar positivo já é novidade para mim.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

TEC 2 - D8

O D8 passou-se sem a visita de Mr. Red. Estaria tudo bem se não continuasse a mandar os seus sinais. Tenho a certeza que ainda hoje serei "brindada" com sua presença (as manchinhas rosadas por vezes quando vou à casa de banho mantém-se e têm aumentado de frequência). Está a custar-lhe a vencer a carga de progesterona, mas o malvado irá vencer.

Nesta TEC já ganhamos 2 dias em relação à anterior. Mesmo que venha hoje, no D9, já não me parece tão absurdo como o que tem sido hábito, no D7. Sempre dá oportunidade do embrião implantar. Hoje é o 14º dia de fase lutea (conto a partir do início da aplicação de progesterona, não sei se está correto), não me parece totalmente absurdo que venha hoje. 

Quanto a mim, acho que estou resignada com a situação, embora às vezes me sinta a enlouquecer. Quando acordo a única coisa que penso é que não quero viver este dia, quero acordar nem sei bem quando... das outras vezes o Red vem sem dó nem piaedade, sem duvida nenhuma. Desta vez está determinado em levar-me à loucura enquanto o aguardo. Desta vez não sinto uma tristeza tão grande como na TEC anterior... digamos que me sinto menos "ave rara" por ter aguentado até ao D9. Dá-me até alguma esperança que algum dos 5 embriões me possa conceder o pervilegio de ser sua mãe. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

TEC 2 - D7

Não posso dizer que o vilão desta história, Mr. Red, já tenha chegado. Prevejo a sua chegada para amanhã. 12 dias de fase lutea... bem bom para o meu histórial! (Só que não!!) Na verdade acho que só ultrapassei o D7 porque a TEC foi feita um dia antes, logo amanhã é que é o dia que costuma vir. Ele tem dado os seus sinais... ligeiras manchas de sangue rosado quando vou à casa de banho, nem todas as vezes. A heroína desta curta história, a progesterona intramuscular, está a adiar a vinda do Sr. Vilão. Está a dar-lhe luta. A ele a mim, que já tenho o rabo que nem posso.

Quanto a mim, tirando dor nas duas nádegas, só umas cólicas pre-menstruais que por vezes nem sei se existem se são da minha cabeça. Neste ciclo nunca senti a tensão mamaria tão característica da progesterona. Tirando isso aguardo a chegada do Red, para poder encerrar este capítulo mais uma vez e começar a pensar nas férias que se avizinham. Novamente a dois + 1 (o cão). 

Também será bom voltar a ir à casa de banho descansanda! Acho que estou a enlouquecer sempre a ver se será "a" vez em que o Red se anuncia de verdade. Cada vez que tenho que ir à casa de banho é um tormento. Acho que estou a fritar a pipoca literalmente. Ninguém disse que ia ser fácil... ninguém disse.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O mesmo filme

D6 - O mesmo gião e o mesmo protagonista.

Hoje após umas cólicas menstruais, lá começou o corrimento rosado. Aposto que amanhã o protagonista vilão, Mr. Red estará aí em grande força. 

De tão hilariante que isto é não sei se ria não sei se chore. 

Por incrível que pareça não sinto aquela tristeza profunda das vezes anteriores. Talvez seja o hábito. Ou o cansaço de tudo isto. Só não sei como irei comparecer a uma festa que tenho esta noite e como vou dar mais uma injeção intramuscular em vão... sei que o meu marido não vai querer parar já, eu por mim encerrava já este assunto de uma vez.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pensamentos soltos

Hoje cumprir-se-à o 5º dia após a TEC e hoje começa a minha ansiedade. Se correr como o que tem sido habito entre hoje e amanhã se iniciará a chegada da menstruação, que vira oficialmente ao D7. A minha espera pelo beta costuma ser mais curta que o o habitual.

Neste momento gostaria de pensar que o embrião está a implantar, mas só consigo pensar que já se perdeu pelo meu miserável endometrio. Sintomas não existem, não fossem os meus medos e neste momento nem me lembrava que tinha feito uma transferência. Nem o irritante projefikk para me lembrar, até tem vantagens a progesterona intramuscular, uma pica de 2 em 2 dias e libramo-nos dos irritantes ovos de  progesterona.

Tenho pensado nos próximos passos após está Tec (eu funciono assim, tenho que pensar em todos os cenários para me preparar para eles, embora já tenha percebido que não custa menos por já estar preparada), e tenho sentido uma sensação de irrealidade. Será a 4ª transferência de embriões... já soa ridículo passar por tudo novamente. 

sábado, 17 de junho de 2017

Repouso após TEC

Este provavelmente é um dos temas que nos faz refletir mais neste processo. Na minha opinião quando se faz uma transferência após estimulação, o descanso após a transferencia dá imenso jeito porque após a punção é sempre uma altura de alguma debilidade física. Numa TEC, a debilidade física é menor, logo o nosso organismo não pede repouso, cabe-nos a nós decidir. Eu sinceramente acho que essa questão é um mero pormenor. O que decide a implantação ou não é a qualidade do embrião e do endometrio. Mas também me martirizo algumas vezes por dia quanto ao se devo ou não fazer isto ou aquilo. Queremos tanto que corra bem que é impossível ficar indiferente. 

Assim sendo, eu faço a minha vida praticamente normal:
-  trabalho, não trabalho sempre no mesmo local, algumas vezes vou trabalhar a pé, outras tenho que fazer 50km de carro em cada viagem. Obviamente que se fosse um trabalho de esforço físico seria diferente. 
- cozinho e trato da casa. Coisas mais pesadas como passar a ferro ficam adiadas. A limpeza do chão e da casa de banho está a cargo da empregada o ano todo por isso em nada altera a minha rotina. 
- se tiver algum jantar, convívio ou o que for, não deixo de ir

A única coisa que deixo de fazer, e acreditem me custa horrores, é passear o meu cão. Ele tem 10 meses e é um cão de porte médio, está na flor da idade e ainda não tem um comportamento exemplar a andar de trela, logo tenho noção que é um risco. Também não vou ao ioga. Mas como a minha experiência após transferências é curta (nunca preciso de esperar pelo beta), consigo viver bem com esses dias de espera do ponto de vista que limita a minha vida. 

Na Clinica AB aconselham a repouso moderado nos primeiros 5 dias (principalmente nos primeiros 3) depois vida norma. Na IVI aconselham vida normal logo a seguir à transferência. Não sei qual será a fórmula mágica. Por um lado temos que nos proteger de culpas e pesos na consciência (já chega tudo o resto que passamos) mas por outro lado não queremos deixar de viver a vida que há para além da infertilidade. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Transferir 1 ou 2?

A minha querida Mia perguntou-me se tinha transferido 1 ou 2 embriões e eu já lhe respondi ao comentário, mas de qualquer maneira resolvi fazer este post sobre isso também.

Tal como na primeira TEC, transferi apenas 1. Não é que a gravidez gemelar me assuste mais que uma gravidez normal, embora reconheça que os risos são mais elevados. Mas eu até gostava de ter gémeos. Enchem uma casa e uma família. Mas a resposta porque não transferi 2 é simples: não confio no meu endometrio. Se desta vez não correr bem, podemos sempre mudar alguma cosia na próxima para otimizar o processo. Ou então não... mas pelo menos não fico a pensa que lá se foram 2 embriões. 

A Dra. C. aconselhou-nos, categoricamente, a transferir só 1 por dois motivos:
- o risco elevado de gravidez gemelar (e aí eu ri-me imenso internamente, nem 1 quanto mais 2! tinha piada)
- transferindo 2, a probabilidade de implantar pelos menos 1 é apenas ligeiramente superior à de transferir só 1. Além disso é praticamente igual a fazer duas transferências independentes (sendo neste caso superior), e caso dê negativo podemos transferir no ciclo seguinte. Isto das probabilidades vale o que vale como é óbvio.

Gostava mesmo muito de tão cedo não fazer mais nenhum TEC. Queria mesmo muito acreditar que vai ser desta, mas o medo paralisante está novamente de volta. Grande parte do tempo esqueço-me do que possa estar a acontecer no meu incompetente endometrio, mas quando me lembro fico cheia de medo de voltar a passar pelo mesmo, Mr. Red dar as caras no D7, ou desta vez no D8. Gostava de pelo menos chegar ao dia da análise... Quanto a sintomas, digamos que de vez em quando sinto umas ligeiras moinhas no útero, acentuada vontade de fazer xixi (que se deve à maior quantidade de água que bebo) e a tensão mamária tão característica da progesterona. Ou seja, nada de novo. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

2ª TEC - transferência feita

Antes de mais gostaria de agradecer a todas as meninas que pensaram em mim ontem e hoje e me mandaram energia positiva. Muito obrigada mesmo... vocês "aliviam" esta caminhada por vezes tão difícil e dura.

Esta transferência correu bem melhor que as anteriores. Primeiro porque não se perdeu nenhum embrião na descongelação (iupiii), ainda ficaram 5 embriões na IVI, e parecendo que não isso é muita coisa. Segundo, porque vai-se aprendendo com a experiência. Deste vez controlei muito melhor a minha bexiga, não estava tão cheia mas estava cheia o suficiente e eu indiscutivelmente mais sossegada e relaxada. Já aqui disse que não acho as transferências nada agradáveis, mas esta não me custou grande coisa confesso. Após a transferência feita consegui ficar deitada 30min a relaxar e a receber miminho do meu marido. Tão bom!

Estava tudo a correr espetacular até adquirirmos a progesterona intramuscular para os próximos dias e o meu marido aperceber-se que cada ampola tinha o dobro da dose daquela que andava a administrar e aí o meu estado zen passou a pânico. As ampolas que estávamos a administrar adquirimos na IVI de Vigo. Claro que o homem, que não se assusta com pouco, lá foi-se informar com a enfeimeira que lhe disse que não tinha mal nenhum. Em Espanha continuam a usar progesterona com fabrico próprio porque é permitido, em Portugal tinham eles que adquirira a corrente que é uma dose superior, mas a dosagem espanhola chega perfeitamente. De qualquer maneira a partir de hoje estou a usar a portuguesa que a pica custa muito, mas muito menos a administrar. 

A restante tarde foi passada com quarto do hotel a ver House of Cards e no final do dia fomos jantar a um restaurante espetacular no Parque das Nações. Foi a melhor comemoração possível dos 3 anos de casamento. Neste momento, acho que a grande maioria do tempo me esqueço que fiz uma transferência há algumas horas. Hoje é um dia de celebração. Conseguimos fazer uma transferência e pela aniversário de casamento. Amanhã já não sei se o medo tomará conta de mim. 

Diria que dia 26 saberemos o resultado, mas dado que comigo não funciona assim... aguardemos o maldigo Red chegar, ou um resultado positivo na análise. (Será que eu também terei direito a esperar pelo Beta para saber o resultado? Ou melhor ainda que também terei direito a um resultado positivo? Por vezes tenho tantas dúvidas disso...)

terça-feira, 13 de junho de 2017

State on mind

Seja positiva, paciente e persistente! Sempre! :)

A espera por esta TEC tem sido bem mais calma que a anterior. Não sei se será do habito, se será da ausência de hemorragias de escape ao longo do ciclo, se será do bom tempo, de que será. Mas sei que, só agora começou a "bater aquela ansiedade". Também no trabalho foi mais pacífico. Não foi propriamente pacífico por ser uma altura crítica de férias, mas a minha prioridade é este tratamento, a partir daí tudo o resto paciência. Amanhã não vou trabalhar. Vamos de manhã cedo para Lisboa e ficamos lá para quinta feira. Sem stress... Sexta volto ao trabalho e sábado vamos passar o fim de semana fora para festejar o aniversário de casamento. Já estava marcado à muito tempo. Tentamos não viver demasiado em função dos tratamentos, mas às vezes (quase sempre) somos apanhados pelo caminho. Irei ter uma vida mais calma que na TEC anterior, mas como podem ver sem grande repouso. Acho mesmo que não é por estar imóvel na cama ou no sofá que o desfecho desta TEC será positivo. Quando se tem que fazer 350km de regresso a casa, pensamos logo que o repouso absoluto na cama não será para nós de certeza. No fundo, acho que só nesta TEC, com a questão do dia que é realizada a transferência corrigido, só agora parto com os tais 55/60% de probabilidade de correr bem. Só agora estou em pé de igualdade com as restantes mulheres.

Gostava de ter a certeza que o meu endometrio reúne as condições ideias para a implantação, gostava que fosse daquelas que na última eco está a 10mm. Mas não é... que posso eu fazer? Posso tentar manter-me positiva e acreditar que amanhã será um bom dia. Não é todos os dias que festejamos o dia mais feliz das nossas vidas. Já são 3 anos... e cada dia mais cúmplices e mais apaixonados. Mesmo com esta treta da infertilidade, e dos genes, e das porcarias todas que a vida nos tem presenteado, o meu maior presente é o meu amor querido. Por isso amanhã será um dia feliz.

Só espero que não se perca nenhum embrião na descongelação.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tec agendada

O plano das festas será: pregnyl amanhã às 21h e dia 10  à noite progesterona intramuscular. Desta vez, ao contrário de no ciclo do ERA e da TEC anterior, irei fazer apenas 4 dias de progesterona. A transferência será no dia 14 ao início da tarde... MEDO!! Não quero dar demasiada importância a datas, mas transferir 1 ano depois de iniciar o primeira tratamento e no dia do nosso aniversário de casamento, pode ser um bom presságio. Se não for só me restará aceitar e ser resiliente.

Vamos ver no que isto vai dar... pelo que vou lendo por aqui o meu endometrio é bastante manhoso. Nunca irá passar disto. Mas desta vez vou tentar manter-me positiva... pode ser que seja desta. Nunca se sabe.

2ª TEC - 2ª Eco

Se contar a alguém que antes de entrar no trabalho (o meu horário de entrada é às 10h), já fui e vim a Vigo (ainda bem que lá é +1h, facilita em tudo este processo) fazer uma ecografia, acho que a maioria dos meus colegas não acreditava. Pelo caminho reflecti que há vidas mesmo fáceis... e depois há a minha. 

A médica foi muito atenciosa, já tinha informação que iríamos lá e estava a par de tudo. A clínica não tem aquele aparato todo que a IVI Lisboa, mas é incrível como até a imagem da clínica é semelhante. Mas vamos ao que realmente interessa. Hoje tínhamos o endométrio a 6,7 e o folículo dominante a 16 e outro a 14. Ambos no ovário esquerdo. O mesmo que ovulou o ciclo passado... parece-me que as ovulações alternadas são mais na teoria que na prática. Mas isto como são ciclos sempre alterados, nem que seja pelo Pregnyl, pode ser por isso. Quanto ao meu querido endometrio,  não é lá grande coisa, mas está a crescer. Nunca terei aqueles endometrios fantásticos e maravilhosos de 10, mas talvez ainda chegue aos 7 neste ciclo. A informação já seguiu para a Dra. C. que não estará na clínica hoje e amanhã, mas pediu para mandar-lhe a informação por mail que depois entrará em contacto comigo para dar indicações. E assim me encontro... há espera que a Dra. C. diga alguma coisa... se é para esperar mais dias, se é para cancelar. A previsão da Dra. era a TEC ser no dia 14 (dia do meu aniversário de casamento!!) mas se atrasar um dia passará para dia 15 que é feriado... não me parece que façam transferências aos feriados. Enfim... só me resta aguardar. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cenas de mulheres inférteis III

Desta vez vamos falar de "cenas" práticas, como quanto custa fazer um filho recorrendo a técnicas de PMA.

Por um lado temos os hospitais públicos. Têm excelentes profissionais, médicos competentes e experientes, mas certamente com algumas restrições orçamentais e de agenda. Certamente que não fazem mais pelos doentes porque não podem. Obviamente que haverá excepções e que falo sem conhecimento de causa porque nunca passei por lá. Como contribuintes que somos, e vivendo num Estado Social como vivemos, temos todos direito de recorrer aos centros públicos de PMA. No nosso caso não recorremos por dois motivos: a falta de privacidade e, mais importante que isso, o tempo de espera por um tratamento. Está praticamente a fazer 1 ano desde que iniciamos o primeiro tratamento, continuamos sem filho, mas já passamos por tanto... percorremos um longo caminho. Num hospital público, além de ainda estar à espera do primeiro tratamento, nunca teríamos um filho. Esta seria a realidade. Não sei se mesmo com todos os recursos e técnicas evoluídas como a ovodoação teremos um final diferente, mas, felizmente, pudemos contornar a situação. No Hospital Público, nomeadamente o Hospital de São João que é o único onde se realiza DGPI em Portugal, seriam precisas as duas tentativas de DGPI para descobrir os meus problemas na fase lutea curta e não teríamos direito a mais nenhum tratamento. Essa é a triste realidade. Agradeço todos os dias ter recursos financeiros para percorrer este caminho de forma diferente. 

Por outro lado temos as clínicas privadas, com atendimento muito mais personalizado, confidencial, sem tempos de espera, mas onde tudo é pago a preço de ouro. Sinceramente já perdi a conta ao dinheiro que já investimos para ter um filho. Não me arrependo de nenhum cêntimo gasto, mas é inevitável não fazer as contas. E eu até sou muito má com contas. Depois desta TEC (aconteça ela quando acontecer) andará muito próximo dos 10000€ só na IVI, nem sei quanto já gastamos no Porto. Nunca irei pensar que não valeu a pena o investimento, mesmo que nunca venha a ser mãe. Se esse for o triste desígnio ficaremos de consciência tranquila que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Constatação

E agora ao final do dia... depois de me aperceber que um endometrio de 4,5 nunca irá se pôr jeitoso para a transferência, volto a perceber que está coisa da gravidez nunca será para mim. E é uma pena porque eu acho que até teria jeito... o meu cão será o único alvo do meu afecto maternal para o resto da vida. É triste mas talvez seja a realidade. Cada vez sinto mais vontade de desistir de tudo isto... secalhar não sou tão forte como pensei que era. Talvez deva começar a pensar em dar outro sentido à minha vida... 

Existem os casos simples e fáceis - 2ª TEC - 1ª eco

Depois existe o meu.

Hoje é o 11º dia do ciclo. E ainda temos o endometrio e o foliculo pequenos.

Quinta temos novo controle ecográfico. Terei o prazer de conhecer a IVI de Vigo. (Diga-se de passagem que fica bem mais perto que Lisboa!!). Ora eu que sou péssima a ablar com nostros hermanos, mas lá terá que ser. Poderia fazer a ecografia em qualquer centro desde que obtivesse o relatório no próprio dia para enviar à Dra. C. para ela decidir se seguimos para a TEC ou cancelamos o ciclo, mas se o manhoso do endometrio estiver bem tenho que adquirir a progesterona intramuscular e terá que ser na IVI, parece que aquilo não está à venda nas farmácias. Mais uma voltinha, mais uma viagem. Desta vez até Vigo (em vão me parece!)

A Dra. C. está otimista que isto vai evoluir, até já nos deu os papéis para a TEC. O endometrio só tem 4,5 mas o folículo está bastante pequeno ainda. Nos dois último ciclos cresceu bem. Diz ela que hoje foi um mau timing. Ora eu, que não ando nisto há 2 dois, digo que este ciclo já era. Eu sei que no ciclo anterior a ecografia foi feita no 12º dia e às 20h da noite, este foi feito no 11º e às 9h da manhã... há alguma margem. Se considermos o 1º dia de sangue mais abundante até consideramos este o 10º dia, mas caramba... tinha que ser tudo tão difícil aqui para os meus lados?! Até o meu marido diz que é melhor estarmos preparados para o pior na quinta. Ele que é um otimista por natureza já se está a habituar à nossa triste sina. E que assim seja. Não posso fazer nada para o endometrio crescer é preferível aprender a conviver com isso. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Estava aqui em pensar...

No quanto é mais fácil pensar que vai correr tudo mal, do que pensar que vai correr bem.

Neste momento, estou a convencer-me que tenho quistos no ovário esquerdo, ou que devo ter mesmo qualquer problema no útero. Já tenho praticamente a certeza que vou ter que fazer uma histeroscopia e um algum grande tratamento antes da próxima TEC. A próxima a seguir a esta que será negativa novamente. Mas porque raio penso eu estas coisas?! Não podia simplesmente limitar-me à minha ignorância no assunto e limitar-me a esperar pela ecografia de terça feira. A isto chama-se sofrer por antecipação, um dos inimigos da inteligência emocional. Se eu sei isto tudo, porquê que continuo a traçar um plano de vida na minha cabeça, como se eu fosse uma espécie de visionária? Será medo? Será o querer preparar-me para o pior, pensado que o pior será mais fácil por eu estar preparada, quando a experiência me tem mostrado que é (muito) mau na mesma? Infelizmente muitas vezes estou certa quanto ao meu futuro. Tem outras que a vida me surpreende agradavelmente, embora as vezes que estou certa serem maiores que as que sou surpreendida. 

Mas caramba... eu podia relaxar mais, deixar a vida rolar, quer tenha quistos ou problemas no útero, eu não posso fazer nada para mudar isso, porque raio estou preocupada com isso agora? E o pior é que penso cada vez mais nestas coisas todas... acho que estou a "fritar a pipoca". Ou então a precisar de uma pausa de infertilidade. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Meu querido junho

Hoje começa um novo mês que, se tudo correr bem, será marcado por uma nova transferência. Sempre adorei o mês de Junho, é a minha altura preferida do ano... vamos a ver se nao me trará mais uma desilusão.

Se tudo correr bem, que nestas coisas nunca se sabe, este mês iremos fazer a terceira transferência (já começa a assustar este número!). Não posso negar que tenho alguma esperança neste tratamento. Mas não consigo deixar de pensar que vai acontecer a mesma coisa que as anteriores e esses pensamentos inquietam-me mais do que gostaria. Tenho um medo quase paralisante... por vezes sinto-me tentada em adiar está TEC só pelo medo que corra da mesma forma que a anterior. Além de não me trazer o tão desejado filho, ainda me faz sentir a pessoa mais anormal na face da terra. Mas por incrível que pareça sinto-me mais calma que na transferência anterior.

Neste momento irei fazer uma transferência com uma alteração (enorme) de protocolo. Quer dizer, a única alteração é o dia que será feita a transferência, mas isso é uma diferença significativa. Neste momento estou na primeira fase do ciclo, sem qualquer fármaco, supostamente o endometrio está a crescer naturalmente. Obviamente que só terei a certeza na próxima terça quando for fazer a ecografia. Digamos que não confio 100% (nem 50, quanto mais 100%) no meu endometrio.

A ideia de uma vida sem filhos, continua a não me assustar como já assustou. Obviamente que ainda me restam algumas opções e não sei se não será por isso. Como já disse, vou literalmente dar o corpo (e a mente) às balas enquanto tiver embriões e quero mesmo muito ter um filho com o meu marido. Sei que a nossa vida irá ser indiscutivelmente mais feliz, mas se não for possível terei que aceitar isso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

ERA report

Felizmente já sei o resultado da biópsia. Foi bem mais rápido que os 10 dias e ainda bem. Digo felizmente porque finalmente temos resposta para algumas situações.

O resultado do exame foi "endométrio pós recetivo". E este resultado foi o melhor resultado que poderia dar do ponto de vista de compreender a situação. Significa que estamos a fazer a transferência mais tarde do que seria suposto, logo o embrião tem poucas hipóteses de implantar. Provavelmente tenho realmente uma fase lútea menor que 14 dias, e isso a progesterona intermuscular poderá ajudar ou não, mas transferindo um dia antes sempre damos mais hipótese ao embrião de implantar... Uma coisa é certa, tenho a janela de implantação deslocada relativamente ao padronizado. Eu disse que era uma ave rara. Ainda bem que existem estes exames cada vez mais específicos para quem sai fora do padrão como eu.

A Dra. C. acha que podemos avançar já para uma nova transferência. Faria sentido fazer uma histeroscopia se o resultado do exame viesse normal. Uma vez que um endometrio pós recetivo justifica a não implantação e é coerente com uma fase lútea menor, podemos com segurança fazer a TEC. Se não correr bem, fazemos o estudo a eventuais problemas no útero (mas isso sou eu a supor). Assim sendo, desta vez vamos fazer a transferência um dia antes do habitual, e agora é rezar para que o endometrio esteja a crescer bem e não pregue nenhuma surpresa quando for fazer a avaliação na próxima semana.

Fiquei contente com o resultado do exame. Deu-me uma nova esperança. Arrisco dizer que farei esta TEC com mais esperança que a anterior. Estão justificadas algumas questões. Digo isto agora, daqui a alguns dias não sei. Mas nesta história da infertilidade em que os momentos maus são incomparavelmente maiores que os bons, tenho que me permitir a estar feliz hoje. Amanhã logo se vê.

  

sábado, 27 de maio de 2017

Tempos de mudança

Ontem fui presenteada com o Mr. Red. Um ciclo de 22 dias, é uma fase lutea de 10. O meu marido acredita que foi normal, tomei progesterona intramuscular durante 6 dias, quando parei evidentemente o meu copo sentiu falta dela. Para mim não há explicação possível. Segunda vou ligar para a Dra. C. a contar o ocorrido e vou sentir-me novamente uma ave rara. E entrei em desespero... não saber o que se anda a passar comigo anda a consumir-me... pela primeira vez sinto-me a perder a esperança é entrei em desespero.

Depois de uma longa conversa com o meu marido senti-me em paz. Pela primeira vez senti uma certa paz em visualizar o nosso futuro sem filhos. Essa ideia já não me assustou, e cada vez faz mais sentido para mim, para a minha situação. Acho que pela primeira vez acreditei verdadeiramente no meu marido quando diz que não será o fim do mundo se não tiver filhos, e que só quer aproveitar os melhores anos da nossa vida comigo. Os filhos seriam um ótimo acréscimo, mas se não acontecer paciência. E ele é também a minha prioridade, o meu amor maior. Secalhar conseguimos mesmo viver uma vida feliz sem filhos, é uma questão de encerrar este assunto e seguir em frente. Evidentemente estamos num ponto que não podemos desistir. Temos 6 embriões congelados... e até acabarem vamos lutar por eles, mas depois acabou. E até lá só espero aprender de uma vez a viver com a ansiedade e a incerteza. Não tenho outra alternativa. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Resumo de 1 ano de infertilidade

Já passou 1 ano desde a primeira consulta de infertilidade propriamente dita. Verdadeiramente foi no início de 2016 que começou a nossa luta por um filho saudável. Mas a primeira consulta de ginecologia especificamente foi no início de maio e a primeira pica da primeira estimulação foi dia 15 de junho (1 dia depois do 2º aniversário de casamento). Desde aí até então já passamos por tanto... 

Há 1 ano atrás, do ponto de vista da infertilidade, era um caso simples de resolver. Era só arranjar um embrião viável no DGPI e o resto estava feito. Afinal nenhum de nós tinha problema reprodutivos. Aliás  os exames hormonais e anti-mullerianos previam uma estimulação fácil, tudo maravilha portanto. Hoje já passamos por dois tratamentos com DGPI, o nosso plano inicial, uma primeira estimulação que começou mal, mas chegamos ao fim com 4 embriões autopsiados mas todos mutados. Uma estimulação sem transferência e um grande choque emocional. O primeiro...Um grande azar. Obviamente tínhamos que seguir o plano novamente. A 2ª estimulação correu bem melhor, um resultado bastante melhor embora com doses muito grandes de hormonas, onde foram biopsados 6 embriões e 2 não tinham mutação e foram transferidos. Até aqui tudo bem... o pior foi ter menstruado ao 7º dia após a transferência. Entre as duas estimulações ainda apareceu um quisto folicular no ovário esquerdo que me enervou à brava e me fez esperar 3 meses para fazer um novo tratamento. Depois de 2 tratamentos falhados, o tempo a passar, claramente com estimulações difíceis, resolvemos mudar de estratégia. Otimizar o processo e recorrer a ovodoação. A verdade é que a idade vai avançando, eu tenho claramente o tempo contra mim, não posso andar nisto até muito mais tempo por uma questão de saúde. E a verdade é que, aparentemente temos a questão dos embriões resolvidos. Temos 6 bons embriões à espera que estejam reunidas as condições ideias para se implantarem. Já fizemos uma TEC com esses embriões onde menstruei precisamente ao 7ºdia como na 1º transferência... e agora já não pudemos culpar o acaso. Temos sim, que perceber o problema e tentar resolver. Tem dias que penso que não terá solução... secalhar é porque não tem que ser. Já começam a ser demasiados obstáculos... mas no meu íntimo ainda não desisti de dar um filho ao meu marido. Marido esse que me diz que se não tiver filhos certamente não será o fim do mundo... Já eu, quando me disserem que acabou a esperança, não sei se não será o "meu fim do mundo".

Tudo isto para refletir que o último ano não foi fácil. Foram algumas viagens que deixaram de ser feitas por dar sempre prioridade aos tratamentos. O trabalho passou a ser a menor das minhas preocupações. Afastei-me de muitos amigos pois não consigo conviver com grávidas, bebés e vidas perfeitas (shame on me), acho que envelheci 10 anos... há 1 ano atrás via ao espelho uma menina, hoje vejo uma mulher com muita tristeza. Neste último ano perdi muita coisa... mas a mais importante e castradora foi a capacidade de sonhar. E essa só a recuperarei se conseguir dar um filho ao meu marido. Até lá... limito-me a viver um dia depois do outro, e neste momento move-me a necessidade de perceber o porquê de não resultar comigo, o que é aparentemente fácil com outras mulheres. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Já ERA

E o ERA já está. Daqui a cerca de 10 dias sei o resultado.

Certamente que não é como comer um gelado mas também fiz um filme muito, mas muito pior na minha cabeça. Digamos que é semelhante ao papanicolau. Eu avisei que era a maior mariquinhas da história da infertilidade. Agora é viver com o desconforto causado por mais umas horas e rezar para que o resultado seja, pelo menos conclusivo e não tenha que repetir este exame.

Essa foi a parte boa. A parte má é que a Dra. C. não acha "normais" os meus escapes sanguíneos. Muito menos com a progesterona intramuscular como estava a tomar. Claro que não são normais. É necessário ter a certeza que está tudo bem com o útero. Não podemos correr riscos e desperdiçar embriões. Claro que não podemos. Basicamente entendi que, seja qual for o resultado do ERA, o próximo passo é fazer uma histeroscopia diagnostica. Eu já fiz uma precisamente há 1 ano atras... mas isso foi antes de começar os tratamentos, muito pode ter sido alterado. Mais um ciclo... e não sei se ficaremos por aqui. Basicamente vejo uma próxima TEC muito longe de acontecer... e só me ocorrem palavras menos bonitas na minha mente. Mas claro que temos que ter a certeza que está tudo bem, e se não estiver tratar, antes de desperdiçar mais embriões. Não esperava outra coisa da IVI... aliás um dos motivos porque escolhi está clinica foi porque me pareceu que não arriscavam nada. E, para pessoas com pouca ou nenhuma fé, só a ciência nos move. Eu quero otimizar ao maximo este processo, daí ter abdicado do meu DNA, mas caramba... já merecia que corresse bem. Não sei... digo eu. 

Perdoem-me o deprimente desabafo, este post era só para dizer a quem me lê que se tiverem que fazer uma biópsia ao endometrio, não custa nada ;-)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Medos, medos e mais medos

Adorava vir aqui dizer que estou super calma e otimista com o que a infertilidade me reserva. Mas seria tão mentira... aliás hoje é um péssimo dia aqui para estes lados. Penso que ontem se deu a ovulação aqui para estes lados. E não foi nada meiga... tive que tomar um ben-u-ron inclusive. Nada que não aguentasse mas assim foi melhor. Mas o pior nem foi a dor que durou algumas horas, foi o tão detestável spotting, escape menstrual, o que raio se chamar a isto, que se fez acompanhar e ainda para aqui anda. Super discreto, apenas umas manchas avermelhadas no papel higiénico, mas tão deprimente. Tão igual a todos os ciclos anteriores... quer dizer penso que desta vez este escape foi sem duvida a ovulação, pois tomei o pregnyl no dia 16 às 22h e a "crise" deu-se cerca de 24h depois. Ora por que raio isto acontece? Devo ser mesmo uma ave rara. 

Quero pensar que até é bom isto acontecer num ciclo de simulação, que neste ciclo não se perde nada,  mas a verdade é que fiquei com um medo gigante do resultado da biópsia. Claro que já andei a ver no Dr. Google que um pequeno sangramento na altura da ovulação nem tem mal nenhum, é até bom para quem anda "nos treinos", mas para mim é um enorme frustração estes escapes. A verdade é que eles aconteceram num ciclo onde a ovulação esteve inibida pelo cetrotide, aconteceram o ciclo passado precisamente um dia antes do pregnyl (logo dificilmente foram a ovulação pois fiz eco 1 dia antes e o foliculo só tinha 15mm.) logo não sei a que se devem... gostava de pensar que tem a ver com a ovulação, e embora este ciclo pareça que sim, não sei se serão tão inofencivos assim. Se ontem estava preocupada com a dor que pudesse sentir no ERA, hoje só tenho medo do seu resultado. Que venha de lá um resultado "endometrio não receptivo". Ou que esteja tudo bem, faça a TEC e volte a acontecer a mesmíssima coisa. Medos, medos, e mais medos. Quando irei a apreender a lidar melhor com estás incertezas, estes medos? Já que não posso mudar o meu estado, posso pelo menos mudar a forma como encaro isto, mas não tem sido nada fácil... 

Logo venha de lá a progesterona intramuscular e certamente os seus efeitos secundários. Levar injeções intramusculares dia sim dia não, não será nada agradável de certeza. Mas isso será o menor dos meus problemas certamente. Valha-me ter um profissional de saúde em casa... pelo menos é dada com carinho o raio da injecção. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Next step

Next step... teste ERA.

Ontem lá fui eu (nós, felizmente o meu marido conseguiu ir comigo!) à consulta com a Dra. C. Havia duas possibilidades, agendar uma TEC para este ciclo (se estivesse tudo bem) ou fazer exames. Acho que no fundo não queria fazer outra transferência já. E percebi-o quando a Dra. colocou essa possibilidade. Não queria porque preciso de perceber o que se passa comigo, qual é o meu problema afinal, e porque não estou preparada para passar pelo mesmo novamente. 

Como aconteceu exatamente a mesma coisa nas duas transferências, menstruar no D7, estamos claramente a encontrar um padrão de fase lútea mais curta do que o que seria suposto que são 14 dias, logo temos a implantação dificultada. Poderia correr bem, mas é muito mais difícil. Para melhorar isso temos que administrar progesterona intramuscular para garantir a total absorção da mesma. O que é estranho é o valor no dia da transferência estar ótimo. Pode estar a acontecer que o corpo lúteo não tenha "capacidade" para suportar a fase lútea até o embrião implantado ser capaz de fazê-lo. A progesterona intramuscular (P4) pode ajudar nesse sentido... se irá resolver não sei. Além de introduzirmos esta novidade, também fomos aconselhados pela Dra. C. a realizar o teste ERA ainda este ciclo. Este teste consiste numa biopsia ao endométrio. No dia que faríamos a transferência, fazemos a biópsia e assim saberemos se ao dia que estamos a transferir, 5 dias após a ovulação e correspondente ao tempo de vida do embrião, o endométrio reune as condições necessárias à implantação. Este teste permite-nos perceber se estamos a transferir no dia ideal e, de acordo com o resultado do exame, antecepitar ou adiar  um ou dois dias a TEC. Basicamente permite determinar o dia em que o endometrio está mais recetivo à implantação. Também pode acontecer de o resultado não ser conclusivo e ser necessário repeti-lo dois ou três dias depois no próximo ciclo. Em momento algum a Dra. disse que era "obrigatório" realizar este teste, mas na opinião dela poderia ser bastante útil no nosso caso. Claro que nós concordámos. Claro que agora a mariquinhas aqui está cheia de medo do exame que pode ser um bocado doloroso. Não estou triste por não fazer a TEC neste ciclo, na verdade estou até aliviada. Além disso sinto que estamos a otimizar o processo. 

Agora vamos às boas notícias, o endometrio ao 11º dia do ciclo, estava belíssimo e tinha um folículo dominante de 19mm. Tudo normalíssimo... não fosse o desfecho da última TEC e a Dra. disse que aparentemente tinha todas as condições para uma transferência bem sucedida. Senti que ela ponderou cancelar o ERA e arriscar a transferência... mas disse-lhe que preferia fazer o teste primeiro. Não me posso dar ao luxo de desperdiçar embriões. E não posso continuar a ter a menstruação ao D7 caso contrário dou em maluca.  Mas fiquei contente com o meu endometrio... aliás nas palavras da Dra. é "curioso" como este endometrio que cresce tão bem naturalmente reagiu tão mal ao Estrofen e aos pensos. O ERA pode ajudar-nos a perceber isso também... Eu acho que a explicação é simples, ou tenho má receptividade, e penso que o ERA determinará isso, ou então tinha feito um estimulação fortíssima com as doses máximas, seguida de um ciclo todo maluco, outro de apenas 18 dias de pílula. e outro onde comecei o Estrofen já no 4º dia do ciclo... secalhar se usasse o Estrofen num ciclo mais "calmo" a resposta teria sido diferente... mas isto sou tudo eu a supor. 

Resumindo tudo isto, este ciclo vamos simular o que irá acontecer num próximo ciclo de TEC. Ontem administrei o Pregnyl às 22h, e nos dias 18, 20 e 22 irei administrar a P4, no dia 23 é a biopsia. Saímos da IVI às 20:45h, ainda fomos à farmácia do Oriente comprar o fármaco e administamo-lo numa área de serviço Iupiii. Para animar mais a situação o meu marido cortou-se a abrir o Pregnyl (como sempre... não entendo porque não fazem aquilo de forma mais simples de abrir!!) e como homem que é, foi o fim do mundo, meu Deus que ia precisar de pontos. (Um big LOL para ele que é tão forte numa coisas e tão mariquinhas em outras. Foi um cortesinho de nada.).  A nossa vida é uma loucura eu bem digo... mas são estas loucuras que nos têm unido.  

E pronto agora lá vou eu entupir-me de informação sobre o ERA e panicar um bocadinho.