terça-feira, 14 de novembro de 2017

State on mind

when things are aparting actually they r falling in place so have some patience great things take time

Digamos que no que diz respeito a ter um filho, a esta treta da infertilidade, já estou cansada do everything falls apart. 

Estou para aqui a tentar preparar-me para os próximos dias, para dia 23 ter mais uma bela desilusão. Achas que vais fazer uma nova TEC? Wrong feeling. Try again next year.  Se isso acontecer só poderei aceitar e sorrir. É porque o Universo está definitivamente a dizer-me para esquecer isto. Mas então e os 5 embriões que ainda temos? Podíamos sempre doa-los. Sempre haveria a possibilidade de continuarem por cá os maravilhosos genes do meu marido!

Na verdade neste momento em que me encontro tenho medo de fazer a TEC, de não fazer a TEC, tenho basicamente medo de tudo. Ainda ontem me achava preparada (mais que preparada!) para transferir 1 embrião, mas agora já não sei. Não sei se quero passar por tudo novamente. Sei muito bem que se quero ter um filho (tentar vá...) tenho que passar por isto outra vez. Endometrio cresce? Não cresce? E este spotting será que interfere? E se faço a TEC e dá negativo? (Algo bem provável). E se dá positivo? Ui ui se dá positivo. Aí é que começa a verdadeira montanha russa. 

É muito difícil falar nisto, mas um aborto como o meu, aliás como todos, é uma coisa que não se ultrapassa facilmente. Obviamente que é sempre difícil, mas caramba... eu abri mão do meu código genético, nunca terei um filho parecido comigo ou com alguém da minha família, para depois me acontecer isto! Pode muito bem ser o Universo a dizer-me mais uma vez para ganhar juízo e aceitar que não terei filhos. Ponto final.

O processo de ter um filho era suposto ser fácil, ser lindo, ser mágico... e o meu já vai longo, conturbado e doloroso. E pode se prolongar por mais uns tempos. E eu não sei se quero continuar nisto muito mais tempo. Não sei se emocionalmente consigo. Só queria a inocência do primeiro tratamento e a esperança que tive no último. Neste momento nem sei bem o que quero, o que sinto, o que ando para aqui a fazer. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Today News

Olá minhas queridas amigas virtuais que tanto me ajudam nesta “luta” que é tentar ter um filho.

As férias foram ótimas! Voltava para lá mais uma semana, assim para ser realista! Mas como os dias de férias foram gastos com as idas a Lisboa restou uma semana, mas que soube bem. Não vou dizer que nem me lembrei que poderia estar grávida neste momento, nem do medo que tive (e tenho) da próxima TEC, porque seria mentira. Vocês sabem... vivemos para isto. Mas temos que tirar partido das restantes coisas boas da vida, e posso dizer que fui muito feliz nestas férias. 

Ontem quando cheguei a Portugal fui presenteada com Mr. Red. Foi um querido e só veio quando cheguei a Portugal... deixou-me ir de férias tranquila. Nada como tomar a pílula e isto andar reguladinho. Adoro. Mas bom... agora acabou a pausa. Hoje foi dia de consulta na IVI e portanto... back to reality. Que não é a que eu gostaria mas enfim. O habitante do meu ovário esquerdo continua por cá... está estável. Não cresceu, mas também não desamparou a loja. A Dr. C. tem absoluta certeza que ele não está funcional e portanto acredita que estamos na luta. Será este ciclo. Já eu... embora ela nunca me tenha deixado ficar mal, tenho um medo enorme que agora que deixei a pílula, na próxima ecografia, que será no dia 23/11, o quisto estará a bombar hormonas com toda a força e portanto não haverá transferência para ninguém. Mas temos que ser otimistas... dia 23/11 saberei como andará o endometrio e essas coisas que não tinha saudades nenhumas. Ainda pensei que a Dra. sugeri-se fazer um ciclo controlado com medicação, e embora tivesse ponderado achou melhor fazer ciclo natural. O ciclo controlado correu catastroficamente e o natural nunca me deixou ficar mal... mas também nunca tive lá um quisto. Estão a ver como isto não está famoso por cá! 

Desta vez estivemos mesmo para transferir 2 embriões. Depois de muito refletir demos voz ao racional da coisa e optamos por transferir só 1 novamente. Se o problema for dos embriões, continuará a acontecer quer seja 1 ou 2.  Seja qual for o problema, seria igua... e além disso não podemos ignorar os riscos acrescidos de uma gravidez gemelar. Felizmente corre bem a maioria das vezes mas não quero nem pensar no cenário contrário... com a minha sorte já estão a ver... além disso há a questão da ovodoação... atualmente tem-se estudado que corre melhor apenas com 1 embrião. Mas é como em tudo... nem sempre nem nunca. 

Vamos ver o que a vida tem reservado para nós. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Eu já sabia que ia ser assim

One of the hardest things to do in life, is letting go of what you thought was real. SEA

Mas caramba... custa tanto.

Eu sou boa a reagir perante as adversidades. Enfrento as situações e tenho como lema aceitar aquilo que não posso mudar. Eu já sabia que o pior no aborto não seriam aqueles dias... nem sequer os dias seguintes onde estive anestesiada e a lidar com a dor. Até foram bastante fáceis... aceitei que aconteceu e preocupei-me em seguir em frente. Sempre com o amor incondicional do meu marido. 

Mas agora, agora que passaram 3 meses é quando dói mais. É quando a dor chega a levar-me às lágrimas no carro ou em casa quando estou sozinha. É terrível ir ao shopping e ver as coisas de natal. Eu não quero viver o natal este ano. Poderia ser tão feliz e vai ser o mais triste de todos. É muito difícil estar com bebés e grávidas (que mais uma vez parece que há um baby boom por aí). Sinto-me miserável e mais miserável por me sentir miserável. E o meu marido merece muito mais de mim. Merece que eu seja feliz. Mas caramba... não está nada fácil. 

Estou prestes a fazer uma viagem que muitos gostariam de fazer, posso começar a preparar uma nova TEC quando voltar, mas só consigo estar presa a sentimentos tristes, a desilusões e frustrações, ao "agora poderia estar". E nem sequer estou muito preocupada com o futuro. Nem sei se a próxima TEC irá funcionar, nem sei se vai resultar a acabar da mesma forma que a anterior e eu estarei "oficialmente" a jogar no campo dos abortos. Obviamente muitas dúvidas me assombram... voltar a tentar um dgpi... será que com os meus ovócitos correria melhor?! O pior seria arranjar um normal. Tentar uma gravidez normalmente e fazer a amniocentese... afinal já sei o que é passar por um aborto. 

Estou perdida de todo. Só espero que as férias tenham um efeito de reset na minha vida. Preciso de encerrar este capítulo antes que dê em maluca.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Para onde voaria?

Pros seus braços, não há outro lugar que eu poderia querer estar.

Certamente que voaria para bem longe de mim nestes dias em que o desapontamento de andar "nesta vida da infertilidade" se torna muito difícil de lidar. 

São tratamentos sem transferência, são tratamentos em que a menstruação vem em dias que nem é suposto. São quistos funcionais que insistem em estagnar a vida. São spottings durante o ciclo que me desesperam totalmente. São abortos... a derradeira desilusão disto tudo.Começa a ser demais... Parar para refletir e ver tudo o que já vivemos começa a ser doloroso. E pensar que o nosso único problema era evitar passar uma mutação genética para os meus descendentes! Não temos (ou tínhamos que agora já nem sei bem) nenhum problema reprodutivo. 

Agora não é como no inicio onde a ignorância e a esperança nos moviam. Agora, move-nos nem sei bem o quê. Talvez sejam os 5 embriões que nos restam. Sei que não sou a mesma que era antes do aborto. E não posso dizer que tenha mudado para melhor. 

Entretanto acho que o meu quisto só pode ter continuado a crescer dado a "impressão" que sinto no meu ovário esquerdo. Não sei como pode ter regredido e continuar a massacrar-me a sua presença (talvez até mais). Também posso ter ganho outro, o que seria pouco provável dado estar a tomar a pílula. Só sei que a minha esperança em fazer uma TEC quando voltar de férias já não é muita. E já estou cansada de esperar... de desilusões... de tudo isto. 

A grande luta que tenho travado comigo mesma é a de tentar manter-me confiante que vou conseguir dar um filho ao meu marido. Todos os dias digo alto em frente ao espelho que vai correr bem. Mas depois reflicto no passado que descrevi acima e fica difícil. Está praticamente decidido que iremos transferir 2 embriões numa próxima TEC. Seja ela quando for. Por muito que a Dra. C. seja da opinião de transferir apenas 1, não sei se quero (se consigo!!) passar por mais 5 transferências mal sucedidas. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Today news

Inspirational Quote about Life, Love, Relationships and Fitness: Good Things Take Time Do you have an inspiring or funny story to tell? We want to feature you o

As notícias não podiam ser melhores. Ou melhor... poder até podiam, mas dadas as circunstâncias até foram boas.

O quisto continua por cá, tal como eu previa (eu sinto-o). A parte boa é que diminuiu. Fiquei a saber que o desgraçado tinha 3cm o ciclo passado e agora tem 1,9cm. O facto de ter regredido comprovou, à partida que nestas coisas nunca se sabe, que é folicular e que provavelmente já nem estará funcional.

A ecografia foi feita na IVI Vigo e passado um bocado recebi um telefonema da Dra. C. que disse precisamente isso, o facto de ter regredido era bastante positivo. Disse, também, que poderia até nem tomar nada que ele acabará por desaparecer, no entanto acordámos que tomarei mais uma caixa de pílula (1 caixa + uns dias) para sincronizar o próximo ciclo. A ideia é o ciclo estar precisamente a iniciar quando voltar de férias, no dia 13 de novembro. Eu que não ando nisto há 2 dias sei bem que os meus quistos só lá vão com a pílula, por isso não quero facilitar.

Ainda perguntei à Dra. se se quiséssemos transferir este ciclo se seria possível, e ela disse que provavelmente sim, mas eu percebi que ela também acha melhor assim.

E eu, não sei bem porquê, sinto que estamos a caminhar num sentido positivo. Este tempo que o desgraçado do quisto me está a obrigar a esperar por uma nova transferência, talvez tenha sido uma coisa bastante positiva para equilibrar a minha mente. Quando passo os olhos no forum de mãe para mãe ainda "tremo" quando vejo os relatos de quem está à espera do resultado de uma transferência. Continua a assustar-me imenso a ideia de passar por isso novamente. Mas não me resta alternativa... terá que ser. Não posso ficar presa ao passado, e ao "tão boa que a minha vida poderia estar a ser neste preciso momento". Temos que pensar no futuro. Ainda há esperança no futuro.

Fiquei contente, se é que se pode chamar assim, por ter voltado a sentir emoção com esta ecografia. Estava mais que definido que  este ciclo não iria acontecer nada, mas mesmo assim voltei a importar-me com que estivesse tudo bem. Embora tenha mais medo que nunca, quero mesmo voltar a fazer uma TEC. Talvez até volte a resultar...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Pensava eu...

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Pois que então estava eu aqui conformada com a minha (nossa!) decisão de este ciclo estar quietinha e nem pensar numa TEC, quando comunico à Dra. C. a nossa intenção e ela me diz que de qualquer maneira tenho que fazer uma ecografia agora no início deste ciclo (após a toma de uma carteira completa de pílula) para confirmar se o quisto era funcional. (NÃO QUERO ECOGRAFIA NENHUMA)
Que seja. 
Sexta feira terei notícias do hospede que resolveu apoderar-se do meu ovário. A verdade é que preferia continuar aqui na minha santa ignorância, a fazer de conta que está tudo bem (quando sei que não está) e a fazer planos de safaris no deserto.
Espero que o quisto seja realmente funcional, que tenha diminuído. Desaparecido não acredito que tenha desaparecido. O meu medo, o meu real medo, é do que irá ser descoberto para além do quisto. É que um quisto folicular funcional é uma m$rd@, mas há coisas bem piores. 

A decisão de a TEC não ser feita esta ciclo foi nossa, está tomada... mas custar-me-á imenso na mesma ouvir que "não está tudo bem". Não há meio de me habituar a isto. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Já não me lembrava

muito top

De não dar prioridade à infertilidade na minha vida. 
Hoje foi o dia. 
Viagem marcada. 
TEC adiada lá para dezembro. Provavelmente teria que ser adiada na mesma porque o quisto ainda deve estar por cá a fazer das suas, ou algo pior quem sabe? Mas agora também não é a altura de pensar nisso (como se fosse possível?). Confesso que a decisão final foi do meu marido, isto é uma espécie de vício. Uma vez que ele queria esta pausa só me restava concordar com ele. Vamos ver o que a vida tem reservada para nós.